sábado, 2 de maio de 2026

A história dos brinquedos

 


Hoje deparei-me com o trailer do filme Toy Story 5.
Numa era em que os brinquedos ainda são utilizados pelos mais novos mas deixados para o lado muito mais cedo, este filme vem mesmo a calhar.
O primeiro Toy Story foi lançado há precisamente 20 anos. O lançamento do primeiro tablet foi 4 anos após isso. 16 anos depois, o Toy Story renasce pois temos crianças a deixar os brinquedos cedo demais.
Dizem os estudos que vivemos numa nova era, a era digital, em que as competências digitais são muito importantes. Mas serão assim tão importantes que crianças com 6 anos ou 7 anos de idade tenham que aprender vários jogos num mini ecrã e passar o tempo a ver vídeos, supostamente educativos?
O meu filho foi considerado infantil pela professora quando ele ainda tinha 7 anos. "Ainda brinca muito no chão, ao faz de conta com os carros." Disse a professora, sobre a forma que ele costumava passar as recreios, para além de jogar futebol.
Hum... Eu apenas disse "Sim, é verdade esse é ele."
Mas fui para casa a pensar "Mas isso é mau com 7 anos?"
Irei ver este filme, certamente, nem que seja para recordar que há mais pessoas que pensam como eu. Pelo menos o realizador pensa.

Boas brincadeiras! 

quarta-feira, 25 de março de 2026

Visita de estudo arriscada

 


Mina do Pintor, em Nogueira do Cravo

Num sábado de primavera, aliás, o segundo dia de primavera de 2026, decidi visitar a Mina do Pintor que alguns alunos partilharam que sabiam que existia como antiga exploração de arsénio.
Como é perto, antes de levar os alunos em visita de estudo, explorar melhor o recurso pareceu-me uma boa ideia e uma boa forma de desanuviar.
Quando cheguei pensei logo que seria interessante ir com a turma pois está totalmente aberto, sem qualquer restrição de acesso e é de muito fácil acesso de carro e pedonal. Faltam placas explicativas pois não é um local ainda preparado para isso, mas uma atividade de pesquisa prévia seria interessante. Fica mesmo em frente a um complexo desportivo ativo e ao lado de um bairro recente de moradias.
Mas, quando me aproximo das chaminés, começo a sentir um odor tão diferente, claramente do arsénio. Após uma breve pesquisa, percebo que o arsénio é cancerígeno quando a exposição é prolongada. Eu não estive ali mais do que 30 minutos, mas daí a levar alunos parece-me que merece reflexão.
Seria muito interessante pelo odor e pela observação no local de como a extração era feita. Também pela presença do mineral a reagir com os agentes atmosféricos, como fotografei em baixo.



Se calhar, neste caso, tendo em conta que há um plano para reabilitação ambiental daquela zona pela contaminação do solo e lençóis freáticos, é melhor deixar ao critério de cada aluno e respetiva família a visita e explicar em aula os cuidados a ter com esta exposição.
Mas não deixa de ser curioso como é que as pessoas conseguiram comprar casa ao lado deste complexo inativo e sem qualquer cuidado. Criar um complexo desportivo ao lado, onde as crianças e adolescentes treinam e jogam várias vezes por semana e ao longo dos anos... Também os próprios campos agrícolas...
Fico a pensar que a revolução indúsrial está a sair-nos cara com tantos casos de cancro sem razão aparente.
Ou o melhor é nem falar nisso já que esses minerais foram úteis para termos os avanços tecnológicos que temos hoje?
É tudo uma questão de escolha, é certo, mas não falar sobre o assunto parece-me uma triste forma de viver.
Será só de mim?

Para saber mais sobre esta mina encontrei os seguintes sites:


Boas reflexões!