domingo, 5 de junho de 2011

Novo material

Depois de muito pensar, chegámos à conclusão que seria mais fácil e menos dispendioso perdir a um carpinteiro para fazer vários materiais manipuláveis que tanta ajuda dão no ensino da matemática, em vez de pedir a alguém de Portugal que enviasse.
Assim, a escola conseguiu adquirir ábacos e sólidos geométricos, estando já pedido também um geoplano, um mab e outros, numa carpintaria aqui mesmo em Lichinga. Ao irmos buscar o material já pronto, foi com orgulho que o carpinteiro nos veio apresentar a sua obra.
Ao apresentar este material aos alunos, conceitos como a soma de 10 em 10, dezenas e unidades, decomposição de números, foram finalmente compreendidos pela maioria dos alunos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dia da Criança

Chegou o dia tão esperado por todos!
As meninas foram ao salão para colocar as mechas, as trancinhas. Algumas fizeram em casa, mas o certo é que todas estão realmente bonitas, com as pedrinhas coloridas nas pontas!
Os meninos também estão bonitos, com a sua roupa nova e sapatinhos a rigor. Vemos alguns a passear de gravata e tudo!
É fantástica a dinâmica que se faz sentir nas ruas que começam a ficar cheias de crianças com cestos de comidas e esteiras para o chão. Todos se irão encontrar para festejar o dia, ou na respetiva escolinha ou nas praças e jardins públicos.
Aqui fica o filme da preparação das comemorações da Escolinha D. Luís Gonzaga, onde leciono.
Em vez de se comemorar hoje, a nossa festa será apenas no sábado, dia 4.
Filme - O projeto

domingo, 22 de maio de 2011

Colonialismo

Estou a ler um livro com o título "O Papalagui, discursos de tuiavii chefe de tribo de tiavéa nos mares do sul" e achei que uma parte se adequa ao que aqui se passou, em Lichinga, quando o colonialismo aqui chegou e tentou mudar mentalidades e formas de viver a vida. O livro foi escrito por um chefe de tribo sobre o seu olhar acerca dos europeus na Europa.
Partilho convosco:
Reconheçamos a incontestável felicidade do Papalagui, frustremos as suas tentativas de construir, ao longo das nossas margens banhadas pelo sol, os seus baús de pedra, e de destruir a nossa alegria com pedras, gretas, sujidade, barulho, fumo e areia, como é seu desejo fazer.

Papalagui quer dizer branco, os baús de pedra são as nossas casas e prédios, as gretas são as portas que temos para entrar em todas as casas e dentro das próprias casas, a sujidade é tudo o que podemos imaginar que vamos comprar aos supermercados e afins, o barulho é especialmente dos transportes e música de rádio.
Já não são tribos, mas a herança deixada pelo colonialismo não tem os efeitos que eram pretendidos. Deixou a memória de que são vistos como povo inferior, deixou a certeza que quem é alfabetizado é superior mesmo não sabendo em quê, deixou o desejo de sair daqui para viver como os europeus dizem ser melhor, deixou a vontade ficar cá e ser exatamente como são desde os primórdios sem evolução para o que não lhes interessa.
Terceiro mundo? Cada vez mais ambíguo este conceito...

sábado, 21 de maio de 2011

Agrupamento 1100 de Lichinga

Depois de muito procurar, lá encontrei os escuteiros de Lichinga, mais precisamente, do bairro Isinge (não sei se é assim que se escreve...).
Ficaram super contentes com este contacto e convidaram para passar os próximos sábados em actividades com eles para me mostrarem como são os escuteiros de Moçambique e para eu partilhar o que é ser escuteiro em Portugal.
Estou tão entusiasmada quanto eles, pois acho que o movimento escutista é uma escola de valores que fazem falta a todos, especialmente a populações como a de Lichinga, que ainda está em fase embrião, onde os jovens são incentivados a crescer numa sociedade que ainda não está preparada para os receber.
São escuteiros sem religião associada, sendo o agrupamento constituído por católicos e muçulmanos.
Uma nova experiência com a LEMO, Liga dos Escuteiros de Moçambique!
Aqui fica um site com alguma informação da LEMO
http://sites.google.com/site/scoutmoz/alerta/quem-somos-nos

Sobre o agrupamento 1100 de Lichinga, sei que foi fundado em 2000 e tem 150 elementos, mas que não aparecem metade para as atividades.
Quando souber mais coloco aqui a informação, para aqueles escuteiros que sei que têm interesse em partilhas destas, tal como eu!
Próximo sábado às 8h, temos uma caminhada de 3 horas, para mostrarem a sua terra.
Achei engraçada a primeira pergunta "onde acampam, no mato?", referindo de seguida os acantonamentos nas cidades, como se deduzissem que em Portugal há poucos locais de acampamento.
Será muito interessante para eles e para mim!

Resultados à vista

Depois de várias horas, a escolher, cortar, colar e pintar, começamos a ver os resultados dos preparativos para o dia da criança.
Nestas fotografias vemos os preparativos para a encenação das profissões, a pintura do cenário para o teatrinho "Branca de Neve e os Sete Anões", a preparação do narrador do teatrinho, e a Branca de Neve ainda sem cabeça e o coração do javali.
Para algumas pinturas utilizámos o exterior da sala. Um dos alunos não resistiu e pintou de verde uma parede azul da escola. Este comportamento menos próprio deu uma ideia que em princípio será realizada: a construção do mural do Dia da Criança. Assim, no dia 1 de Junho, logo após as apresentações teatrais e musicais, os alunos de toda a escolinha serão convidados a pintar o que quiserem, com a cor que quiserem na mesma parede onde este aluno pintou.
Espero que seja aprovada a ideia, pois parece ficar excelente pela criatividade dos meninos e meninas dos 2 aos 10 anos.

domingo, 15 de maio de 2011

Jogos tradicionais

Báu, mata, bola e carro de arame.
Serão menos felizes só porque não têm um brinquedo ou jogo não fabricado por eles?
Serão mais infelizes por saberem que existem objetos que eles não conseguem comprar mas conseguem fazer?

Jogos didáticos



Estes são alguns dos jogos que se encontram na nossa sala de aula, ao dispor dos alunos durante o intervalo.