segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Vencedor "Blogue - Voluntariado para a Cooperação"

Direcionado para jovens estudantes, a Plataforma das ONGD lançou no início deste ano o concurso para o melhor blogue sobre voluntariado.
Os jovens que aceitaram este desafio foram avaliados quanto ao seu blogue e o resultado foi o blogue 8 sonhos... 8 metas... 8 realidades como vencedor, merecendo os restantes participantes um grande elogio sobre o seu desempenho e esforço.
Mais do que escrever sobre o voluntariado, mais do que ajudar os outros porque parece bem, este concurso talvez fosse para educar para a cidadania, de forma a que a nossa mentalidade vá mudando de geração em geração.
Não devemos pensar só na geração playstation como dependentes da tecnologia... Muito temos a aprender com eles!

Ano Europeu do Voluntariado


Gostaria de partilhar um evento em Aveiro que poderá ser interessante para quem se debruça sobre o voluntariado.
Através do link "informação sobre o encontro" conseguimos saber mais sobre o encontro.
Adianto que o título do mesmo é ENCONTRO "VOLUNTARIADO: CONTEXTOS E PRÁTICAS DE CIDADANIA", que ocorrerá no dia 24 de Setembro, sábado, no Centro Cultural e de Congressos em Aveiro. Conta com a participação de instituições de voluntariado mas também de empresas como a Martifer e Pascoal e Filhos.
Este cruzamento de oradores poderá gerar um dia de esclarecimentos interessantes ou apenas mais temas de controvérsia...
Aqui fica a sugestão para quem possa interessar ;)

domingo, 11 de setembro de 2011

Professor eu?

Hoje deparei-me com esta citação "Rei eu? Como?! Eu também sinto dor, tenho anseios e necessito de amigos." da autoria de Shakespeare (1564-1616).

Mais à frente fui confrontada com o que acho ser de uma humildade que não significa desvalorização ou falta de dignidade, muito pelo contrário...

"Professor eu? Como ?! Eu também tenho dúvidas, muitas vezes não sei, e necessito muito de estudar."

Assusta-me um pouco quando um adulto que, entre os vários papéis que desempenha na sociedade, desempenha também o papel de educador, e insiste na ideia que se é educador dispensa bem a avaliação de outros e a continuação do desenvolvimento dos seus conhecimentos que levam a outro tipo de desenvolvimento e vice-versa.
Às vezes dou por mim a pensar qual é a melhor estratégia para um sucesso profissional: mostrar que sabe e fazer, fazer, fazer; ou deixar em aberto algumas janelas que ainda não estão prontas a ser fechadas (se é que algum dia estarão) e viver a profissão como algo enriquecedor e não como uma tarefa para a qual estudámos e sabemos como fazer.
Na educação a questão é ainda mais profunda, pois estamos perante a responsabilidade acrescida de "clarificação de valores", "educação para o caráter" e "educação para a justiça". Sobre isto, temos hoje a conhecida "Educação para a cidadania".
Estes conceitos são tão relativos e discutidos em áreas como a psicologia, filosofia e educação, que na minha opinião será difícil encontrar uma e única fórmula resolvente que tenha em conta estes contributos.
Mais do que um tema em estudo, é uma opinião de alguém que está num determinado local, num tempo específico e cultura singular.
Este tema é central no livro de Orlando M. Lourenço com o título "Desenvolvimento Sócio-Moral" (2002, Universidade Aberta), do qual retirei as expressões aqui citadas.

No meu tempo é que era...

É um mau título, assim como é uma frase um pouco feia de se dizer e meio caminho andado para que quem está na conversa se sinta desinteressado da mesma.
Principalmente quando recebemos e-mails com anexos como este que aqui partilho, cujo autor desconheço.


Engraçado que, ao fazer as contas ao tempo, as mães de que aqui falam criaram os adultos de hoje, que estão a governar e a dar vida ao país que temos hoje, qualquer que seja essa vida.
Para falarmos de traumas "melhores ou piores" devemos ver as duas partes de igual forma para uma comparação fiel.
Vale a pena desvalorizar os avanços dos estudos nas mais diversas áreas (psicologia, tecnologia, etc.), quando ainda não sabemos as consequências? Como por exemplo, a ideia de que os pais de hoje já não têm tanta tendência para proibições como "era antigamente". Isso é mau ou bom?
Acho estranho estes documentos que circulam, mas admito que são como este blogue: meras opiniões.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O site mais concorrido entre a comunidade docente... ou quase!


É fácil perceber qual é:

www.dgrhe.min-edu.pt

Segundo a comunicação social, amanhã serão anunciadas as colocações de professores.

Deduzo que milhares de pessoas estejam ansiosas, quer sejam os candidatos ou os seus familiares.

Existe mais ansiedade também pela falta de transparência a nível de datas e procedimentos, desde o concurso, contratação de escolas, bolsa de recrutamento e AEC, e talvez mais algum concurso o qual eu desconheço...

Mas atenção, não posso alegar que desconheço, pois a lei está disponivel para todos, assim como os contactos via e-mail, telefone, correio ou pessoal.

Confesso que este concurso é um verdadeiro teste à paciência e persistência dos candidatos.

Se por algum motivo um candidato a docente deixar escapar alguma data, não lhe prevejo grande sorte no concurso.

Com isto, temos vários cidadãos a passear com computadores ligados à internet, à espera que algo aconteça, como por exemplo, surgir vagas para AEC ou contratação.

Então, deviam estipular pré-requisitos a quem termina o curso superior e quer concorrer ao ensino: ter computador com ligação à internet.

Nos dias de hoje este meu comentário parece absurdo?

A mim não, pois ainda existem pessoas que nos passam despercebidas e não têm acesso a coisas que outros acham básico. Apesar de terem feito o curso recorrendo a estes meios, não deve ser dado adquirido que em casa têm acesso a eles.

Amanhã logo veremos as notícias, pois a comunicação social é quem mais divulga o que quer que seja...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

III Concurso Nacional "Melhor Blogue de Animação Sociocultural 2011"

Se gostamos de escrever, porque não fazê-lo e torná-lo público?
Se há pessoas que gostam do que é escrito, mesmo que não comentem, porque não ir à censura para perceber o que pode ser melhorado?
E se surge um concurso mesmo à nossa medida?
Pois é, agarrei esta oportunidade e inscrevi este blogue no III Concurso Nacional "Melhor Blogue de Animação Sociocultural 2011", que me parece bastante interessante por vários motivos.
Para além da opinião que farão sobre o que escrevo, terei oportunidade de conhecer os outros blogues a concurso que serão certamente bastante interessantes e sobre temas que me suscitam curiosidade para futuras intervenções.
Convido todos a visitarem o site do concurso e a saber mais sobre ele:
http://melhorblogueasc2011.blogspot.com/
Espero que o visitem e se deliciem com as novidades que os outros concorrentes trazem consigo, sempre à volta da Animação Sociocultural.
Boas navegações!!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O regresso à minha normalidade

Pois é... Já em terras lusas mas ainda com muitos pensamentos por terras moçambicanas.
Lá ficaram as pessoas que lá pertencem, esperando mais um(a) professor(a) português(a), ou branco(a), como eles dizem.
Antes de mim e das minhas colegas, foram outras professoras. Agora chegou a altura de partir outra equipa com os mesmos objetivos de ajudar este povo da forma mais competente que conseguir, ou seja, educando.
Como já referi noutros post, questiono um pouco se esta será a melhor forma de os ajudar, ou até mesmo, se eles querem ser ajudados dessa forma.
Muito tenho que refletir sobre isso, pois nem tudo o que parece é. Já não vejo a dádiva de material escolar para os países de 3º mundo da mesma forma que via... Muito menos a roupa ou, pior ainda, o dinheiro.
Não digo que não se ajude como puder, mesmo que seja de forma egoísta, pois às vezes é apenas por motivos intrínsecos e não porque alguém nos pediu.
Como escrevi, muitas são as reflexões que pairam na minha mente que veio enriquecida, sem dúvida, mas também mais crítica e duvidosa.
Às que vão, deselho-lhes o mesmo que eu tive, que foi uma experiência cultural e humana extraordinária!
Aos que cá ficam, agradeço muito as ajudas que deram, pois sem vocês teria sido muito mais difícil.
De regresso à minha normalidade, pois em cada ser reside algo que para ele é normal e é em ambiente muito próprio que se sente bem e "em casa".