quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Para ficar a pensar...


Como trabalho de casa de uma menina de 4º ano, apareceu este problema para resolver:
"Cinco amigos, António, Bernardo, Cláudio, Duarte e Ernesto, têm, cada um deles, um filho e uma filha. São tão amigos que cada um casou a filha com o filho de um dos outros quatro.
Deste modo, a nora do pai do genro de António é cunhada do filho de Bernardo e o genro do pai da nora de Cláudio é cunhado da filha de Duarte.
Ainda que a nora do pai da nora de Bernardo tenha a mesma cunhada que o genro do pai do genro de Duarte, a situação é muito simples, pois nenhuma nora é cunhada da filha do seu sogro.
Com quem casou a filha de Ernesto?" (retirado de http://www.prof2000.pt/users/mlima/materiais/problemas.htm).
Depois de pensar que já tinha resolvido, casando a filha do Ernesto com o filho de um amigo, que não vou dizer qual :), afinal verifico que as soluções disponíveis na net indicam que ela se casou com outro. Ao estranhar esta resolução, pois passei mais de 4 horas de volta do mesmo assunto, verifico que o que eles chamam de cunhado não é o mesmo que eu chamo...
Cunhado ou cunhada não é aquele casa com o nosso irmão ou irmã ou aquele que é irmão ou irmã do nosso marido ou mulher, e por acrescento os que se casam com os nossos cunhados passam a nossos cunhados também (quase por simpatia)?
Para tirar essa dúvida também procurei a definição de cunhado, não fosse eu estar enganada.
Boas conclusões!


sábado, 8 de dezembro de 2012

Solidariedade vs educação

Ou será educação vs solidariedade?

Ontem, na sequência da campanha de recolha de roupa e brinquedos que o Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer em Arada (Ovar) está a fazer em coordenação com o Agrupamento 313 de Cortegaça, recebemos uma visita que trazia imensas coisas para dar.
Fui surpreendida com a expressão "Crescer... Centro educativo, formação, recolha de bens... Não nada está relacionado...?!". Fiquei contente, até mesmo feliz, por perceber que um dos objetivos de todas as campanhas deste género estar a ser alcançado.
Qual é? A de colocar as pessoas a pensar sobre isso, mais do que apenas dar.
Eu respondi que está relacionado, em tudo! Se o Espaço Crescer é para isso, para crescer, não será só ao nível académico, mas sim sobre a nossa relação com os outros e com o mundo. A solidariedade não é para nós apenas um chavão que se utiliza para campanhas. É a forma de estar que pretendemos transmitir a quem se interessa por nós.
A imagem que escolhemos em cima, retirada de uma busca simples no google, também pretende transmitir isso mesmo. Juntos, pelo mundo, para crescermos em harmonia, que só se consegue com a solidariedade entre todos, a vários níveis, pintado cada um e cada vida com o nosso toque especial, com a nossa dádiva.
Desde o grande gesto de dar os nossos bens a quem precisa para "fazer alguém feliz", como disse esta pessoa que entregou os seus bens, até ao pequeno gesto de colocar a mão no ombro de alguém, independentemente de quem for.
Educamos para uma sociedade em solidariedade com os outros e com o mundo.

Boas dádivas!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Newsletter N.º 33 da ACAPO


Sendo esta uma semana com uma data significativa para pessoas portadoras de deficiência, visto que se comemorou esse mesmo dia no dia 3 de Dezembro passado, decidi partilhar mais uma vez a última newsletter da ACAPO, agora o N.º 33, que pode ficar a conhecer em http://www.acapo.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=609:acapo-actual-no-43-novembro-2012-&catid=307:acapoactual.

Leituras de documentos destes podem ajudar a que este dia não seja apenas importante para os portadores de deficiência e para os que os acompanham, mas também para aqueles que se cruzam por vezes até sem saber, e para aqueles que têm um papel importante, como os prestadores de serviços, função pública em geral e os mais diversos agentes educativos.

Boas leituras!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O que é o Natal?



Entrámos no mês das luzes, dos doces, das prendas, de gargalhadas e risos fáceis.
Mas cada vez mais me pergunto que significado tem esta época.
Por vezes ouço "Os pequenos de hoje só pensam em prendas e no querem receber, já não dão importância aos verdadeiros valores." Se calhar até é verdade, mas quem diz isto terá alguma responsabilidade no que está a acontecer?
Pergunto isto porque nós somos todos educadores, com tudo o que fazemos e dizemos aos mais pequenos. Eles absorvem tudo e até imitam as situações e posturas que nós nem imaginamos que estão a ver.
Se eles dão importância mais a isto ou aquilo, é porque aprenderam a dar. Resta saber se quem ensinou tem consciência do que está a fazer, da influência que tem.
Muitas vezes me centro na questão da mentalidade e é, mais uma vez, disso que se trata. É uma questão de mentalidade cada um olhar para dentro de si antes de olhar para fora dos outros.
Bom mês de Dezembro!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Qual é o teu cavalinho de pau?





"Numa tarde de sol, o pai convidou as suas duas filhas, uma de dez e outra de quatros anos, para ir passear no jardim.
Em determinado momento do passeio, a filha mais nova pergunta ao pai:
- Papá, estou tão cansada, podes-me levar às cavalitas?
E o pai respondeu:
- Querida, estou tão cansado como tu e faz bem exercitares as pernas.
Perante a resposta do pai, a menina começou a chorar. Sem dizer uma única palavra, o pai limitou-se a partir um galho comprido de uma árvore. Depois, entregou-o à filha e disse:
- Aqui tens um cavalinho para tu montares. Ele irá ajudar-te a seguir em frente.
A menina parou de chorar e pôs-se a cavalgar o galho tão rápido que chegou a casa antes do pai e da irmã. Ficou tão encantada com o seu cavalo de pau que não se lembrou mais do seu cansaço.
A irmã mais velha ficou intrigada com o que viu e perguntou ao pai:
- Papá, porque é que a mana mudou de atitude tão rapidamente?
O pai sorriu e responde:
- A vida é assim querida. Às vezes nós estamos física e mentalmente cansados, com a certeza de que é impossível continuar o nosso caminho. Mas quando queremos, encontramos um cavalinho que nos dá
ânimo para continuar a cavalgar."

"Na realidade, o que pode ser este “cavalinho”?
• Conversar com um amigo;
• Ires ao cinema;

• Leres um livro que te motiva;
• Ires passear à praia;
• Ouvires a tua música preferida;
• Ajudares os outros;
• Veres um filme que te inspira;
• Brincares com os teus filhos;
• Fazeres exercício físico ao ar livre.
Tenho a certeza que com facilidade tu podes ter qualquer um destes “cavalinhos” na tua vida. Tu tens a capacidade de mudar o teu dia muito rapidamente, basta quereres ser mais feliz e positivo.
Lembra-te, que a solução para os teus desafios pode ser simples e estar mesmo à tua frente, mas para a veres não te podes deixar influenciar pela preguiça ou pelo desânimo."


Todo o texto está entre aspas e dividido em dois porque foi transcrito de um mail que recebi da minha mãe que, mesmo longe, continua a educar de uma maneira muito própria: à maneira dela.

Quem escreveu a história está no anonimato e quem escreveu a conclusão também, mas merecem da minha parte um muito obrigado por fazerem circular esta informação gratuitamente.
Pode ser que assim o dia a dia de quem o leia fique um nadinha melhor.

Boas Leituras!

domingo, 11 de novembro de 2012

Jogos simples, momentos divertidos


Este sábado na atividade de ocupação de tempos livres de desporto, à qual demos o nome de "Crescer em Movimento", retirámos ideias de um livrinho velhinho que me tem acompanhado desde que a minha irmã deixou :).

Depois de um longo aquecimento, jogámos a um jogo que consistia em:
- todos em círculo, com as pernas bem abertas a tocar com cada pé no colega do lado
- a bola no meio, equidistante de todos os jogadores
- ao som de iníco de jogo, todos os jogadores em simultâneo têm como objetivo marcar "golo" nos outros colegas, fazendo passar a bola que está no centro do círculo por entre as pernas dos colegas
- ao mesmo tempo, devem evitar que os colegas marquem golo a si
- ganha o jogador que marcar mais golos

Claro está que de um simples jogo fizemos uma grande galhofa :)

Fica aqui a ideia para jogos engraçados para pequenos grupos.

Bons jogos!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

B de bola ou b de baca?


Até vir morar para o norte, não me tinha ocorrido que o regionalismo está mesmo presente e vinca bem uma identidade.
Inicialmente, por ignorância minha, pensei que fosse uma ligeira confusão devido ao sotaque.
Depois pensei e verifiquei que a troca do "v" pelo "b" era mesmo a sério e até inconsciente de tão natural.
No verão conseguimos ver cartazes de esplanada com "Há fêveras". Pensei que fosse uma forma de destacar a venda... Mas não é.
Agora, mais do que falado, sei também que algumas pessoas fazem esta troca na escrita, com a certeza de que estão a escrever a palavra correta.
Face a isto, a expressão "palavra correta" deixa-me agora um pouco intrigada...
A pergunta "É com b de bola ou com b de baca?" aparece nos mais variados contextos, em pessoas de diferentes idades. 10, 30 e 70, para ser mais concreta sobre o que presenciei.
Mas escrito não deixa de ser um erro, como a típica troca de "ss" por "c" que tanto adultos também fazem sem regionalismos.
Acho interessantíssimo que o nosso país, de cerca de 200km por 800km, tão pequeno que é, ainda consegue ser tão diferente na cultura de cada região ou até mesmo entre aldeias e lugares.