sábado, 27 de fevereiro de 2021

Ziki em Casa



Sou suspeita? Claro que sim!
Mas sou fã!
Apesar de saber que há imensos bons trabalhos desenvolvidos na área da saúde mental e emocional em Portugal e no mundo, o que elejo como mais completo para escolas, educadores, professores de ensino especial, auxiliares, pais, famílias e crianças é o Amigos do Ziki.
Já o tinha mencionado aqui e noutros locais mas, em época de confinamento mais que confinado depois de quase um ano nesta nova ladainha, as atividades do Ziki em Casa são uma ferramenta imprescindível para ajudar a lidar melhor com tudo: connosco e com os mais pequenos.
Eu cá paro, pelo menos uma vez por semana, para cortar, pintar, conversar sobre estas coisas na melhor companhia.
Neste caso, conversamos sobre situações que acontecem no dia a dia e várias soluções para fazer face às mesmas.
Tenho esperança que haja mais alguém que o faça, para bem da saúde mental de toda a comunidade e da sociedade como um todo.
Para ficar a conhecer mais sobre o Amigos do Ziki, meio adormecido pela pandemia, como é comum, podem visitar:

E que continuem com um bom confinamento!

Boas emoções!

 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Recursos de Ciências

 


Estando todos nós, professores e pais, em casa com estudantes de todas as idades, partilho convosco este centro de recursos de atividades ligadas às ciências.


É uma iniciativa da Comunidade Europeia e contempla projetos de grande e pequena dimensão, para aplicar em salas de aula com turmas e também com os filhos em casa.
Uma pesquisa atenta pelo site ajuda-nos a encontrar recursos gratuitos e de qualidade científica comprovada ao alcance de qualquer um.
As crianças adoram mistério, aventura e descobrir mais e mais. São naturalmente curiosas e adoram tecnologia.
Dar-lhes o contacto com a ciência é dar-lhes o mundo!
Boas experiências!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Construções da sociedade




Todos somos uma construção da sociedade até optarmos deixar de o ser.

Esta é a minha conclusão após ver o filme Megamind, mais um filme de animação agradável de ver em família e com conteúdo ligeiro mas importante para o crescimento individual de cada um.

Os filmes não substituem qualquer relação social mas, tendo em conta que todos temos que ser agora muito mais caseirinhos, são uma excelente forma de passar o tempo e continuar a perceber o que é normal.

Sim, uma cabeça gigante azul não é normal! Não falo de formas físicas, como é lógico.

Mas isso até as crianças sabem distinguir: a fantasia da realidade. Os adultos começam a ter dificuldade nessa distinção a partir do momento que as únicas fontes de informação são o Facebook, notícias não orgânicas do Google ou os noticiários televisivos.

Neste filme ouvimos falar de expetativas, popularismos, sonhos, egocentrismos, entre outros conceitos que apenas acontecem em convívio com pessoas, quantas mais melhor.

Só sendo confrontados com outras realidades ou com as nossas realidades de outros pontos de vista conseguimos evoluir.

Ah! Isto se quisermos evoluir, claro.

Boas evoluções!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Uma questão de perspetiva


Sempre gostei da mente humana.
Adoro a curiosidade da mente de um bebé.
Mais ainda a criatividade da mente de uma criança.
Deixa-me curiosa, MUITO curiosa, a mente de um adolescente.
Fico em suspense com a mente de um jovem.
Por vezes deixa-me perplexa a mente de um adulto.
A mente de um idoso, essa... Deixa-me na esperança de que os pensamentos ainda os façam sonhar e viver em pleno.
Neste Natal a minha carta ao Pai Natal é simples: 
Querido Pai Natal,
 Para este Natal gostaria que as pessoas conseguissem ser elas próprias sem ferirem a individualidade do Outro, alcançando cada uma o seu sucesso nunca deixando de ser quem são.

E é isto, apenas uma questão de perspetiva.

Boas festas!
 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Magia dos legos

 


Se queremos saber ou, pelo menos, tentar perceber o que vai na cabeça de uma criança basta dar-lhe tempo livre e algo disponível para ela.

Neste caso, elejo os legos como objetos espelho da mente.

Em tempo de dias a fio em casa, privados do convívio com os colegas e dos ensinamentos da professora, é um resultado como o da figura que nos surpreende.

Surpreendente é ainda mais se "perdermos" 10 minutos a ouvir a explicação da construção.

Então, aqui temos uma escola. Hum... Suspeito...

Nesta escola os alunos vão de autocarro e cada um pode levar um animal consigo. Tanto os autocarros como os animais ficam no rés do chão.

No primeiro andar os alunos têm as prateleiras para guardarem o seu material e no segundo andar o grupinho reúne-se para ouvir a professora e com ela conversar.

No último andar há uma casa de banho.

Tendo em conta que as escolas não são na vertical, é interessante perceber a capacidade de resolução de um problema visto que as peças de lego não têm placas suficientes para conseguir colocar a escola na horizontal, como na realidade é.

Mas, o assustador disto é que toda esta complexidade estava na cabeça de uma criança que não tinha nada para fazer e o brinquedo que escolheu foram os legos.

Deixo a dica para deixarem os materiais disponíveis e dizerem apenas "Hoje tens todo o tempo para brincares ao que quiseres no teu quarto."

Depois é deixar fluir.

No final, mesmo que o quarto esteja virado de pernas para o ar, não deverá haver grandes ralhetes pois o quarto é da criança. Sim, deve estar arrumado, mas no final de tudo e, numa fase inicial, com a ajuda do adulto para a criança saber como se arruma. Cada dia que passa custará menos a arrumar.

As construções podem ficar montadas. São construções, fruto da brincadeira, não uma desarrumação. A seu tempo a própria criança irá descontruir e voltar a construir ou, pura e simplesmente, arrumar.

Bons tempos livres!


sábado, 28 de novembro de 2020

Adolescência mascarada


De autocarro, a pé ou com boleia dos pais ou outros familiares e amigos, lá vão eles, de segunda a sexta, para o local onde desempenham a sua função de aprendizes: a escola.
Numa idade em que importa perceber as expressões, importa saber como se reage, importa escolher com quem conviver, todos têm que andar de máscara. A idade de formar a sua própria identidade está sujeita ao uso de máscara.
Se a adolescência é, já de si, uma fase da vida em que tudo acontece e normalmente está errado, usar mais de metade da cara tapada veio dificultar a tarefa.
Parece que não, pois até sabe bem algum anonimato, mas sim...
Quem é tímido sente-se protegido. E quando tiver que tirar a máscara?
Quem é extrovertido sente-se popular pois utiliza as melhores máscaras. E a sua afirmação de identidade?
Isto para o próprio adolescente... E muito haveria a falar sobre ele mas cabe a si refletir sobre si próprio e sobre quem o rodeia!
Mas... O que me deixa mesmo preocupada é o que acham os adolescentes dos adultos portugueses que NUNCA tiveram que utilizar a máscara, muito menos para dar aulas.
Todos os dias ouço casos que me deixam de boca aberta e tento desculpar os professores pela fase má em que vivemos e ao que eles estão sujeitos...
Como irão os adolescentes saber como colocar língua, dentes e lábios quando aprendem uma língua nova como o Francês ou aperfeiçoam o Inglês com o seu professor de boca tapada?
Como irão os adolescentes ouvir os professores de História a contar a história real de todos os tempos se já normalmente a maioria acha "uma seca"?
Como irão os professores introduzir a disciplina de Físico-Química ao 3º ciclo se não podem demonstrar pelas expressões faciais o que realmente sentem sobre toda a informação que o Universo nos oferece?
E... 
Os namoros?
Como se começam namoros inocentes de máscara?!?!
Eu, que ao comunicar com eles diariamente gosto de dramatizar, exprimir ideias pelas posturas e expressões para demonstrar que estou com eles e por eles quando o tempo é deles, sinto tanta dificuldade em que eles se abram...

"Eu não fui adolescente como vocês estão a ser agora... Têm que ter calma com os adultos... Estamos todos baralhados!"

Boa adolescência!


 

terça-feira, 6 de outubro de 2020

As mestras em dia de professor


Após o dia de ontem, 5 de outubro, em que se comemora o dia do Professor, estava eu a caminho do local de trabalho, dei de caras com esta placa que indica que aquela rua por onde passo quatro vezes por dia, todos os dias, se chama "Rua da Mestra Júlia".

Engraçado reparar hoje, após o dia temático de ontem... A mente tem destas coisas.

Mais engraçado é saber hoje o significado pois, antes de vir morar para Terras de Santa Maria, não sabia sequer que poderia existir a ocupação "Mestra".

Ora, afinal o que são?

Antigamente, e por aqui ainda nos dias de hoje, as donas de casa que, para além de tratarem da casa e da terra, ainda tinham tempo para educar os filhos de outras pessoas e as suas, de forma integral. Ou seja, eram aquelas pessoas responsáveis por ajudar com os trabalhos da escola ou, até mesmo, substituir a escola em casos de impossibilidade de frequentá-la por parte das crianças.

Nunca vista como uma profissão... Mas uma GRANDE responsabilidade.

Até porque o ensino foi evoluindo casa vez mais e mais rápido e as Mestras lá iam, ou vão, acompanhando.

Por isso, quando virem alguém que se deu muito bem na vida mas que, pelo histórico familiar, tudo indicaria que não iriam conseguir, devemos agradecer a quem esteve por trás desse sucesso. Pode ser a vizinha, a tia, a avó, ... O que é certo é que ensinou a vestir, a ter higiene, a estudar, a trabalhar e a tudo o que é necessário para uma vida em sociedade.

Neste caso, e agora uma visão romântica sobre a placa de rua, passo por aquela rua a imaginar onde moraria a Mestra Júlia e onde receberia as crianças daquela zona. E como o fazia tão bem, ao ponto de ganhar um nome na placa.

Bons ensinamentos!