terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O diário

Para percebermos melhor a realidade desta localidade, a minha colega escreve diariamente no seu blogue que podemos acompanhar.
http://julia-mozambique.blogspot.com/
Está em francês, mas percebem-se as ideias principais.

Escola estatal


Esta é a escola estatal, onde só lecionam os professores moçambicanos.
O que vemos é o que a escola tem.
Sem palavras...

O grande desafio

Desde 22 deste mês estou por terras de Moçambique com o objetivo de lecionar na Escola D. Luis Gonzaga em Lichinga, provincia de Niassa.
Esta escola nasceu do projecto Seiva coordenado pela congregação das Irmãs Doroteias.
Para saber mais basta ir ao site www.seiva.co.pt.
Entramos assim numa fase de partilha cultural e socioeducativa, iniciada pelo envolvimento da Fundação Benjamim Dias Costa, em particular, a Sala Terra.
É nesta perspectiva, de partilha e envolvimento mútuo, que pretendemos encaminhar este processo de ensino-aprendizagem.
Claro que existirão comparações, pois a realidade da Europa não coincide em nada com a realidade de África, principalmente no meio mais desfavorecido onde nos encontramos e com quem estamos a trabalhar.
Para começar, em vez de professoras, somos agora "titias", tal como todas as auxiliares que nos acompanham para aprenderem a ensinar e continuar a fazê-lo quando regressarmos a Portugal.
Como alguém diz "Não vamos pescar por eles, mas sim ensinar como se pesca".
Espero que gostem desta viagem tanto como eu já estou a gostar.
:)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Boas notícias!

Deixo aqui a indicação do artigo de opinião "Uma ovelha negra não estraga o rebanho!" de M. Margarida Rufino publicado no Jornal de Cascais N.º 247 de 15 de Dezembro de 2010.
Este artigo faz referência ao Relatório PISA, ocultando os dados bastante satisfatórios referentes ao desempenho dos professores.
Para além de serem vistos pelos alunos como disponíveis e prestáveis mesmo fora das aulas, reflectindo assim um bom relacionamento entre professor-aluno, são também considerados como bons veículos de inclusão para aqueles alunos com diferenças socioeconómicas.
Nem tudo é mau, e a mensagem da autora passa por sublinhar que não é por existirem professores menos bons e não tão competentes, que devemos rotular todas as pessoas com esta profissão.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Publicidade só para crianças


Não, não pensem que estou a fazer publicidade ao Pingo Doce, mas não resisti em partilhar o que recebi hoje na minha caixa do correio, em papel formato revistinha.
Como é que os educadores, interessados na Educação para o Consumo, competem com publicidade deste género?
Saberão as crianças lidar com esta informação?
Reparei especialmente nas mãos do Pai Natal em grande plano, uma a chamar e outra a dar uma prenda cintilante e grande. A frase também que chocou, pois é dirigida às crianças, como se elas fossem às compras sozinhas e pudessem escolher qualquer prenda ou prendas.
Temos uma sociedade de consumo porque alguém quer vender, por isso resta-nos educar de forma a todos perceberem que "nem tudo o que brilha é ouro", sendo responsaveis e conscientes como consumidores que somos.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Auxiliares de memória

Ontem reparei num anúncio publicitário num dos nossos canais portugueses, sobre auxiliares de memória e de melhoramento da capacidade intelectual de jovens e adultos, cujo nome não irei mencionar.

Qual é o produto em específico, não importa muito, pois há um leque enorme de ofertas deste género.

Chamou-me especial atenção porque o número de anúncios publicitários desse género está a aumentar nesta fase do ano, que coincide com o aumento do número de provas escolares de avaliação. Com esta comparação não pretendo ser rígida, até porque não fiz nenhum estudo sobre esta coincidência, não tendo dados científicos para o provar.

É apenas uma observação, uma reflexão sobre o que se passa com os cérebros de hoje que precisam tanto de estimulantes.

Será que precisam ou é mais um esforço dos media como intermédio de produtores sedentos de clientes e fontes de lucro?

Ou será a escola assim tão exigente, muito mais do que era há alguns anos atrás, que os alunos não acompanham com as suas capacidades naturais?

Como alguém dizia, vale a pena pensar nisto...

domingo, 10 de outubro de 2010

Finalidade genuína da Educação


Com este documentário da SIC, da Grande Reportagem do dia 10 de Outubro de 2010, com o título "O árido Norte do Quénia", podemos perceber a genuína finalidade da Educação, qualquer que seja o contexto e perspectivas de futuro.
O voluntário português do documentário toca num aspecto interessante: a dedicação dos alunos em Portugal, e a sua posição face à escola.
Se, como alunos, pensassemos de outra forma, talvez o desempenho seria outro, bem como o nosso olhar para o futuro.