Com os alunos a crescerem numa era digital de sociedade em rede, e tendo em conta que os professores devem receber formação para acompanhar esta evolução, torna-se também necessário perceber a relação existente entre a Internet e a Educação no Ensino Básico e Secundário.
Peters (2007), referido por Carvalho (2007), considera a presença de uma sociedade de conhecimento e também uma economia do conhecimento, ao longo dos tempos.
Carvalho (2007), com referência a vários autores, acrescenta a este dualismo a evolução durante várias décadas:
Nos anos 70, consideravam-se ideias de uma economia associada à rede e a possibilidade de mercado alternativo.
Nos anos 90, deram-se mudanças globais nas indústrias da informação e a liberalização das telecomunicações. O conhecimento deixou de ser apenas adquirido e transmitido, passando a ser construído e produzido. Desta forma, os detentores do conhecimento deixam de pertencer a uma elite.
Na actualidade, o conhecimento construído cresce de ano para ano, reforçando-se o desenvolvimento da capacidade de seleccionar, transformar e reutilizar em novas situações.
Com o conceito da nova geração Web, desenvolvido por Berners-Lee e World Wide Web Consortium (W3C) (2007), pretende-se criar uma forma de trocar informação a nível global, com documentos descritos e com o significado explícito, para que tenham mais visibilidade e sejam de fácil procura.
Nesse sentido, O’Reilley (2005) refere a Web 2.0 para conceptualizar esta nova geração. Uma era em que a colaboração e a partilha de informação são facilitadas pela interacção possível. Onde o software está online e não no disco rígido, bem como as redes sociais passam a ser “social bookmarking” (Bryant, 2006, por Carvalho, 2007).
A autora acrescenta a Tecnologia RSS (Really Simple Syndication) que permite que o utilizador seja notificado quando há alterações às redes e outros espaços que esteja a seguir.
Toda esta conectividade torna necessário que todos os professores e alunos desenvolvam a capacidade de lidarem com o conhecimento na rede. São muitas as hipóteses e oportunidades em rede, em todos os sectores da sociedade civil, e a educação não se pode divorciar disso.
Albion e Maddux (2007, por Carvalho, 2007), referem 3 pilares para esta nova fase: (1) direitos de autor e plágio, respeitando cada contributo pelo reconhecimento do seu autor; (2) capacidades e competências para colaboração efectiva, trabalho em conjunto e em partilha permanente; (3) avaliação do aluno, reflectida na rede.
São vários os autores que estudam sobre este novo conceito. Carvalho (2007) tem em conta também Monereo (2005) que refere que a Internet é uma extensão cognitiva de cada indivíduo e um meio de socialização em larga escala. Com esta nova forma de aprender, o autor refere que podem ser rentabilizadas competências como: procurar informação, comunicar, colaborar e participar na sociedade.
As ferramentas e recursos, as oportunidades e meios passam a ser diversificados e em grande número, estando disponíveis para professores e alunos de todos os níveis de ensino. Resta saber utilizar o que existe para que seja aplicado na Educação e sociedade.
Bibliografia - Carvalho, A.(2007) - Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS – Revista de Ciências da Educação N.º 3. Universidade do Minho (fornecido pela UC “Educação e Internet”, online)
quinta-feira, 27 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Conceber e Organizar um Contexto de Aprendizagem Online
Com a actualização constante das novas tecnologias, o aparecimento de novas ferramentas e o interesse dos alunos de hoje tão diferentes dos alunos de ontem, é necessário que o professor se sinta bem neste novo contexto, se sinta capaz de continuar com a sua missão num contexto de aprendizagem online.
Para isso, Terry Anderson escreve sobre o papel do professor, agora também muito focado como tutor, neste tipo de contexto e levanta a problemática de como conceber e organizar este contexto de aprendizagem online.
Neste contexto, online, a presença do professor passa por criar e manter o conteúdo, podendo trabalhar sozinho ou com o tutor. Como é online, existe a possibilidade de flexibilizar e rever o conteúdo no próprio local, podendo prosseguir no decorrer do curso.
A Internet, com os recursos educativos e conteúdos aí disponíveis, apoia e oferece diversas formas de interacção, permitindo negociação de conteúdos e actividades. A autonomia de todos os participantes é aumentada, bem como o controlo.
Os custos que são gerados por esta flexibilidade, podem ser previstos pelo professor que se diz eficaz, prevendo as negociações que tendem a satisfazer as necessidades únicas de aprendizagem.
Estes custos podem ser minimizados pelos repositórios multimédia existentes online. Assim, reutilizam-se “objectos de aprendizagem”, sendo o papel do professor criar ou recriar a partir do que já existe, vinculando a presença do professor.
O professor deve motivar, podendo recorrer a vários estilos, como por exemplo, o estilo conversacional (Holmeberg, 1998, citado por Anderson, 2004), onde o professor personaliza a conversa e o aluno consegue identificar-se com o que foi exposto. Em simultâneo, os alunos devem ter consciência que essa motivação é útil.
Orientar e apoiar a aprendizagem é também o papel do professor, devendo estabelecer prazos tanto para actividades de grupo como para o trabalho individual. Verifica-se que o ritmo próprio de aprendizagem prevalece, mas a estrutura temporal não deixa de existir.
Ser capaz de construir (ou levar a) uma comunidade que explora conteúdos, fornecer formas frequentes e diversificadas de avaliação formativa, são também aspectos que se alteram neste contexto. Com diferentes práticas e formas de trabalhar o conteúdo, a avaliação é mais subjectiva e tem em conta todo o contexto.
Deve conceber actividades para estudo independente. Desta forma, e em simultâneo, responderá às necessidades de todos.
Estas novas formas mudarão o papel da concepção de professor, desde a definição de conteúdos, personalização, aplicação e contextualização das sequências de aprendizagem.
Anderson, tem em conta que a presença de ensino, do professor, está associada e é influenciadora da concepção e organização de contextos de aprendizagem online. Deve esta presença ser repensada e posta em prática para que estes contextos se tornem verdadeiros ambientes virtuais de aprendizagem.
Bibliografia - Anderson, T.(2004) - O Processo de Ensino num Contexto de Aprendizagem Online (fornecido pela UC “Educação e Internet”, online)
Para isso, Terry Anderson escreve sobre o papel do professor, agora também muito focado como tutor, neste tipo de contexto e levanta a problemática de como conceber e organizar este contexto de aprendizagem online.
Neste contexto, online, a presença do professor passa por criar e manter o conteúdo, podendo trabalhar sozinho ou com o tutor. Como é online, existe a possibilidade de flexibilizar e rever o conteúdo no próprio local, podendo prosseguir no decorrer do curso.
A Internet, com os recursos educativos e conteúdos aí disponíveis, apoia e oferece diversas formas de interacção, permitindo negociação de conteúdos e actividades. A autonomia de todos os participantes é aumentada, bem como o controlo.
Os custos que são gerados por esta flexibilidade, podem ser previstos pelo professor que se diz eficaz, prevendo as negociações que tendem a satisfazer as necessidades únicas de aprendizagem.
Estes custos podem ser minimizados pelos repositórios multimédia existentes online. Assim, reutilizam-se “objectos de aprendizagem”, sendo o papel do professor criar ou recriar a partir do que já existe, vinculando a presença do professor.
O professor deve motivar, podendo recorrer a vários estilos, como por exemplo, o estilo conversacional (Holmeberg, 1998, citado por Anderson, 2004), onde o professor personaliza a conversa e o aluno consegue identificar-se com o que foi exposto. Em simultâneo, os alunos devem ter consciência que essa motivação é útil.
Orientar e apoiar a aprendizagem é também o papel do professor, devendo estabelecer prazos tanto para actividades de grupo como para o trabalho individual. Verifica-se que o ritmo próprio de aprendizagem prevalece, mas a estrutura temporal não deixa de existir.
Ser capaz de construir (ou levar a) uma comunidade que explora conteúdos, fornecer formas frequentes e diversificadas de avaliação formativa, são também aspectos que se alteram neste contexto. Com diferentes práticas e formas de trabalhar o conteúdo, a avaliação é mais subjectiva e tem em conta todo o contexto.
Deve conceber actividades para estudo independente. Desta forma, e em simultâneo, responderá às necessidades de todos.
Estas novas formas mudarão o papel da concepção de professor, desde a definição de conteúdos, personalização, aplicação e contextualização das sequências de aprendizagem.
Anderson, tem em conta que a presença de ensino, do professor, está associada e é influenciadora da concepção e organização de contextos de aprendizagem online. Deve esta presença ser repensada e posta em prática para que estes contextos se tornem verdadeiros ambientes virtuais de aprendizagem.
Bibliografia - Anderson, T.(2004) - O Processo de Ensino num Contexto de Aprendizagem Online (fornecido pela UC “Educação e Internet”, online)
Qualidades do e-professor
Focada a presença do professor, a presença de ensino, Anderson, conclui o seu texto sobre “O Processo de Ensino Num Contexto de Aprendizagem Online”, referindo as qualidades que um professor online deve possuir. Desta forma, responde à questão que alguns professores colocam: o que devo ser para ter sucesso neste novo contexto?
O autor refere três grandes grupos de características, veremos aqui cada um deles.
O professor deve ser excelente. E como? O gosto pela interacção com os alunos deve ser uma constante. Deve conseguir transmitir com entusiasmo e motivação os conteúdos que conhece bem, a matéria que lecciona. A pedagogia ou andragogia devem ser compreendidas, bem como possuir um reportório de actividades de aprendizagem que motivem e avaliem as aprendizagens efectivas.
Outra característica é possuir capacidades técnicas, conhecimentos para navegar e contribuir no contexto de aprendizagem online. Para isso necessita ter acesso a diferente hardware, bem como ser eficaz na utilização da Internet, quer seja no sentido pessoal de competência ou no à vontade no contexto.
Por fim, e interligado com as outras, deve ser um professor eficaz online, com versatilidade, capacidade de inovação e a preserverança de um pioneiro.
Desta forma, terá mais oportunidades de sucesso. É um trabalho de constante manutenção e actualização, pois as próprias tecnologias e software também o são.
Bibliografia - Anderson, T.(2004) - O Processo de Ensino num Contexto de Aprendizagem Online (fornecido pela UC “Educação e Internet”, online)
O autor refere três grandes grupos de características, veremos aqui cada um deles.
O professor deve ser excelente. E como? O gosto pela interacção com os alunos deve ser uma constante. Deve conseguir transmitir com entusiasmo e motivação os conteúdos que conhece bem, a matéria que lecciona. A pedagogia ou andragogia devem ser compreendidas, bem como possuir um reportório de actividades de aprendizagem que motivem e avaliem as aprendizagens efectivas.
Outra característica é possuir capacidades técnicas, conhecimentos para navegar e contribuir no contexto de aprendizagem online. Para isso necessita ter acesso a diferente hardware, bem como ser eficaz na utilização da Internet, quer seja no sentido pessoal de competência ou no à vontade no contexto.
Por fim, e interligado com as outras, deve ser um professor eficaz online, com versatilidade, capacidade de inovação e a preserverança de um pioneiro.
Desta forma, terá mais oportunidades de sucesso. É um trabalho de constante manutenção e actualização, pois as próprias tecnologias e software também o são.
Bibliografia - Anderson, T.(2004) - O Processo de Ensino num Contexto de Aprendizagem Online (fornecido pela UC “Educação e Internet”, online)
A Importancia do Blog na Educação
Apenas uma das variadas perspectivas que justificam a utilização de blogues na Educação.
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
Youth & Technology
Perceber o que eles pensam é um passo importante para perceber como ensinar.
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segunda-feira, 22 de março de 2010
Ensino privado vs Ensino público
O jornal "Público", no dia 2 deste mês, publicou 3 artigos sobre o mesmo assunto: um sobre dados estatísticos e conclusões, um editorial, e por último a opinião de Pedro Lomba, um Jurísta.
No primeiro, são feitas comparações que no meu ver são mal feitas, pois esquecem-se de considerar que o ensino privado tem uma imagem a manter e que se traduz num negócio, e o ensino público nem por isso. Está escrito de forma a pensarmos que estamos perante uma competição, quando já existem vários documentos que afirmam que o estado deve ter a função de regular, sendo favorável a criação de mais privados.
Não percebo qual é o objectivo desta comparação... Será desvalorizar mais uma vez o governo, apenas para ter assunto para escrever, ou outra razão?
O final do editorial, segundo artigo, é o seguinte "O desiquilibrio de qualidade que enfrentamos hoje entre o ensino público e o privado não é bom para a democracia. Nem para a liberdade." Mais uma vez, não percebo a intenção...
Para finalizarem em grande, escolheram o Jurísta Pedro Lomba para comentar este assunto num tópico de nome "Assuntos temporários". Ora, por este título só posso dizer que realmente não sabem do que se trata a educação... "Assuntos temporários"? Este autor refere que a educação tem 3 mitos: uniformização, igualitarismo e irresponsabilidade... Refere vários aspectos que demonstram que o estudo sobre este assunto não foi suficiente (se calhar é por isso que o chamam de assunto temporário).
Um exemplo é a afirmação de que os projectos educativos dependem do ministério. Será que este autor já ouviu falar de projecto curricular de turma, de escola, e dos outros projectos que existem?
Preocupa-me que a opinião mal fundamentada seja considerada uma opinião passível de ser divulgada. Claro que estamos na democracia... Ou terá outro nome? Talvez "Assunto temporário"!
No primeiro, são feitas comparações que no meu ver são mal feitas, pois esquecem-se de considerar que o ensino privado tem uma imagem a manter e que se traduz num negócio, e o ensino público nem por isso. Está escrito de forma a pensarmos que estamos perante uma competição, quando já existem vários documentos que afirmam que o estado deve ter a função de regular, sendo favorável a criação de mais privados.
Não percebo qual é o objectivo desta comparação... Será desvalorizar mais uma vez o governo, apenas para ter assunto para escrever, ou outra razão?
O final do editorial, segundo artigo, é o seguinte "O desiquilibrio de qualidade que enfrentamos hoje entre o ensino público e o privado não é bom para a democracia. Nem para a liberdade." Mais uma vez, não percebo a intenção...
Para finalizarem em grande, escolheram o Jurísta Pedro Lomba para comentar este assunto num tópico de nome "Assuntos temporários". Ora, por este título só posso dizer que realmente não sabem do que se trata a educação... "Assuntos temporários"? Este autor refere que a educação tem 3 mitos: uniformização, igualitarismo e irresponsabilidade... Refere vários aspectos que demonstram que o estudo sobre este assunto não foi suficiente (se calhar é por isso que o chamam de assunto temporário).
Um exemplo é a afirmação de que os projectos educativos dependem do ministério. Será que este autor já ouviu falar de projecto curricular de turma, de escola, e dos outros projectos que existem?
Preocupa-me que a opinião mal fundamentada seja considerada uma opinião passível de ser divulgada. Claro que estamos na democracia... Ou terá outro nome? Talvez "Assunto temporário"!
domingo, 14 de março de 2010
Web 2.0 - onde vamos parar?
Web 2.0, apenas um conceito. Quem diria...
Um conceito com as seguintes características: personalização, interactividade, comunidade, inteligência colectiva, colaboração, tagsonomia, software 2.0 e gratuito (retirado de http://www.slideshare.net/Efaciler/web-2-0-3373684 em 14 de Março de 2010).
Achei interessante comentar convosco pois este conceito revoluciona pela positiva os métodos de ensino.
Penso eu que revoluciona, pois os jovens e crianças de hoje vivem na era digital, e com ela crescem.
Não será positivo se aproveitarmos todas estas ferramentas em vez de apenas criticarmos?
Deixo aqui um link para uma wiki recém-nascida, no âmbito de uma disciplina minha, "Educação e Internet", da Universidade Aberta. Mais uma experiência extraordinária que me deu a conhecer mais um pouco das potencialidades do mundo virtual!
http://educainternet.wikispaces.com/
Um conceito com as seguintes características: personalização, interactividade, comunidade, inteligência colectiva, colaboração, tagsonomia, software 2.0 e gratuito (retirado de http://www.slideshare.net/Efaciler/web-2-0-3373684 em 14 de Março de 2010).
Achei interessante comentar convosco pois este conceito revoluciona pela positiva os métodos de ensino.
Penso eu que revoluciona, pois os jovens e crianças de hoje vivem na era digital, e com ela crescem.
Não será positivo se aproveitarmos todas estas ferramentas em vez de apenas criticarmos?
Deixo aqui um link para uma wiki recém-nascida, no âmbito de uma disciplina minha, "Educação e Internet", da Universidade Aberta. Mais uma experiência extraordinária que me deu a conhecer mais um pouco das potencialidades do mundo virtual!
http://educainternet.wikispaces.com/
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