sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Está frio mas...


Em tempo de clima mais frio, quando as notícias não estão sempre a recordar que estamos em seca e é importante não desperdiçar água, é importante relembrar, adultos e não adultos, de que com pequenos jestos  fazemos grande diferença.
Para além da água que poupamos, conseguimos também poupar na conta que nos é apresentada ao final do mês, já que a água é contabilizada ao metro cúbico que sai das nossas torneiras, do interior e do exterior da nossa casa.
Para quem tem crianças em casa, é por vezes engraçado quando lhes damos desafios que são logo vistos como missões.
Deixo aqui as dicas que estão disponíveis no Portal da Água, de onde qualquer pessoa pode tirar ideias do que fazer para melhorar as práticas diárias de todos nós:
- Jovens detetives ambientais - para participantes com idades ente os 8 e os 13 anos











E poderiamos continuar com mais e mais dicas de como podemos todos poupar uns pingos de água.

Divirtam-se a poupar!

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Passeios de outono


Em pleno outono, estação ideal para observar, ouvir e cheirar muito da natureza que é quase impossível noutras alturas do ano, mais uma vez deixo a sugestão de visitar a Tapada Nacional de Mafra.

Porquê?

Em que outro local se pode fazer, com toda a família, grupo de amigos, grupo escolar ou não escolar, como criança, adulto e idoso, todas estas atividades?
- Geocaching
- Demonstração de voo livre
- Atelier de Apicultura
- Passeio de comboio pela Tapada
- Falcoaria
- Tiro ao arco
- À noite na Tapada
- Percursos de BTT
- Percursos pedestres
- Corrida na floresta

E pode ser visitado em qualquer dia da semana, de segunda a domingo.

É neste contacto com a natureza, no desafio a si próprio, individualmente e em conjunto com outros que conseguimos, sem grande esforço, alcançar objetivos noutras áreas da nossa vida que não seja o lazer.

Ficar sempre na nossa zona de conforto sabe bem mas não nos leva mais além.
Quando pensamos que estamos bem, nem imaginamos que podemos estar ainda melhor.
Correr atrás e estar contantemente insatisfeito não será a solução. Isso será arranjar problemas onde não há.

Experimentar outras sensações e experiências sim, saímos naturalmente da nossa zona de conforto e vamos para algo melhor de nós mesmos.

Bons dias de lazer!

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Explicações individuais ou em grupo?

Nesta fase do ano, início do ano letivo para muitos, começam a chegar as primeiras classificações de testes.
No Espaço Crescer Centro de Estudos começam a chegar os pedidos de explicações, e a dúvida é sempre a mesma: é melhor ter sessões individuais ou em grupo?
A resposta é sempre a mesma: depende.
Quem recorre às explicações tem como objetivo melhorar a compreensão de determinados conteúdos para melhor os conseguir aplicar nos momentos de avaliação escrita e oral.
Assim, as sessões de explicações deverão ser pensadas à medida do aluno, tendo em conta o nível em que está, as dificuldades que tem e a finalidade a que se propõe alcançar, entre outros aspetos.
Temos vários casos, qualquer que seja a idade:
- Quem assimile muito bem individualmente, com o professor a dar atenção apenas a si, chega ao contexto de sala de aula e consegue abstrair-se do resto da turma e aplicar aquilo que aprendeu na explicação individual. Neste caso a explicação individual é excelente.


- Quem tenha dificuldades de concentração que, em explicação individual consegue ter o ambiente de que precisa para ficar concentrado e aprende naturalmente, pois o seu problema não é a capacidade de aprendizagem mas sim a capacidade de concentração e abstração do que o rodeia, chega ao momento de avaliação, em contexto de sala de aula com os seus colegas de turma e não consegue concentrar-se pois não foi para isso que treinou. Neste caso, o melhor seria explicações em grupo ou até estudar em sala de estudo com acompanhamento do explicador, mas não de forma individual.



- Quem tem necessidade de pertencer a um grupo para se sentir motivado a estudar, pois o seu problema é a falta de motivação para o estudo, sem qualquer outra dificuldade de aprendizagem. Neste caso, a melhor opção é a explicação em grupo, de preferência com alunos da mesma idade.




Poderia continuar a explicar as várias questões a avaliar antes de decidirmos se o melhor é explicação individual ou de grupo, mas são tantas as variáveis que o melhor é mesmo avaliar caso a caso.

Devemos é ter sempre presente que o explicador é um professor, mesmo que não seja em sala de aula. É um professor com ligação ainda mais íntima e afetiva com os seus explicandos, não por ser melhor do que um professor em sala de aula, mas porque não tem cerca de 25 alunos a trabalhar em simultâneo.
O Explicador, nas sessões que dinamiza, tem sempre em conta que o aluno irá trabalhar os conteúdos em que tem dificuldade, trabalhar para aumentar a sua auto-estima e autoconfiança e ganhar motivação e gosto pelo estudo e consequente sucesso escolar.

Se assim não for, não são explicações, são encontros cujo nome não sei definir.

Boas explicações!

domingo, 4 de novembro de 2018

Só pensam em brincar!


E pensam bem!
Quem?
As crianças, claro!
Mas, então, os adultos não podem pensar nisso?
Sim, claro que sim! E de preferência com os filhos ou outras crianças que nos tenham como modelo de pessoa adulta.
Só assim perceberão que é possível brincar em tempo de brincar e fazer as tarefas e obrigações, tomar decisões e fazer esforços que não são brincadeira quando não o podem ser.
Se viverem numa redoma, onde tudo é perfeito e nenhuma brincadeira corre mal porque... pura e simplesmente não corre, a vida tem tudo para os surpreender pela negativa.
A vida sem brincadeira e sentido irónico pode deixar marcar severas.
Os dias sem humor podem ser pregos na nossa mente.
Tal como foi escrito no cartão da fotografia, "tempo passado a brincar nunca é desperdiçado".
Mesmo que sejam brincadeiras sem sentido, sem nenhuma linha orientadora, sem sugestões dos adultos, sem ofertas de brinquedos.
Só assim a mente humana evolui.
Se não for assim, sem espaço para criar e imaginar, o cérebro fica, tal como eu digo sempre aos meus alunos, como uma pastilha elástica que já vem para a nossa boca mastigada mas por outra pessoa que não nós próprios.
Com isto pretendo dizer, e eles sabem disso, que as melhores respostas, as melhores reações e os melhores comportamentos são os genuínos, pois só assim saberemos quem somos, onde estamos e daí definimos para onde queremos ir, em todos os domínios da nossa vida.
Um desafio bom para um adulto é pegar numa caixa de legos, sem qualquer instrução de como construir, e construir apenas, para ver do que somos capazes.
Uns ficam surpreendidos pois parece que não sabem construir nada.
Não é que não saibam... Apenas o cérebro não está habituado a ter essa liberdade e vê-se com algo à frente que ele próprio tem que criar a partir daí.
Derrubar esta barreira é tão bom! Sabe tão bem...
Experimentem!
Qualquer conjunto de objetos serve, desde que se construa.

Boas construções!

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Bruxas e abóboras


Na idade do faz de conta, tanto hoje como há mil anos atrás, o importante é deixar a imaginação ganhar o seu espaço e, quanto mais melhor, mas com os pés bem fixos no que é a realidade e no que não é.
Viver constantemente no mundo da fantasia deixa de ser benéfico, quando começa a atrapalhar o desempenho de tarefas reais do dia a dia e o assumir de responsabilidades de cada um.

Poderia estar aqui apenas a falar apenas das crianças, que são demasiado distraídas e que rapidamente são rotuladas com défice de atenção, hiperatividade, e outros nomes mais que se arranjam para justificar um comportamento não desejado pelos adultos.

Mas estou a falar também dos adultos que, ao viverem na sua própria realidade, utópica por vezes, deixam de dar atenção ao que é a realidade, às pessoas que estão à sua volta, aos acontecimentos e oportunidades que se vão cruzando na sua história. E depois ouvimos "Tenho tanto azar, tudo me acontece de mau..."

Será? Ou será défice de atenção?

Desculpem-me a frontalidade mas, em Dia das Bruxas aproveito a deixa.😏

Entretanto, fica a história da minha voz para este Halloween:

Era uma vez, uma abóbora pequenina que vivia na horta de uma assustadora casa que pertencia a uma malvada bruxa.
Sempre que a bruxa queria fazer uma sopa, não escolhia aquela abóbora e ela sentia-se muito triste por isso, pensando que ninguém a queria e que tinha muito azar na vida.
Anos passaram e a abóbora reparou que estava cada vez maior.
Um dia, a bruxa foi ter com ela e, ao contrário do que fazia com as outras abóboras, deixou-a ficar no mesmo sítio e começou a tratar dela. No final, a abóbora sentiu-se muito bem e... assustadora!
A bruxa tinha feito um belo trabalho ao esculpir uma cara malvada e colocado uma luz arrepiante no seu interior.
"Agora sim!" disse a bruxa, "Todos vão saber quem é a bruxa mais poderosa de todas, com esta abóbora assustadora!"
E assim foi, esse ano a abóbora sentia-se especial. Tinha valido a pena esperar pelo seu momento fazendo o que de melhor sabia: crescer na melhor forma.

Bom Dia das Bruxas!


terça-feira, 23 de outubro de 2018

Contador de histórias


Era uma vez, uma casa que tinha histórias, uma cabeça que tinha pensamentos irrequietos, uma mão que sonhava ser artista, uma boca que desejava contar ao mundo tudo o que até ela chegou.

O storytelling é uma forma de dar a conhecer aos outros as ideias que pretendemos partilhar. Em qualquer contexto, em qualquer idade.

Somos sonhadores? Sim...
Porque não?
Somos infantis? Gostamos de ser, pois a infância recorda-nos a inocência, a humildade e o desejo de saber mais para conseguirmos continuar a progredir no nosso caminho.

Muitos são os fantásticos exemplos que, nos dias de corre-corre de hoje, conseguem fazer bem e bonito e, ainda por cima, partilham com o mundo.

Temos o prazer de conhecer a Maria Helena Matos, com bastante experiência, criadora de As Viagens da Helena, onde nos presenteia com testemunhos e um programa que faz a diferença.

Acabadinha de estrear, Mafalda Moreira, também investe em si e dá o melhor de si mesma aos outros nas formações de Inteligência Emocional e no seu site, O Melhor de Mim 365. Terá um percuso maravilhoso pois o que faz são maravilhas.

A Teresa Guimarães, escritora e contadora de histórias, também deixou tudo o que conhecia como seguro e estável para apostar naquilo que tem de melhor em si. E foi uma boa aposta! Podemos conhecer as animações e trabalhos que vai fazendo na sua página Teresa Guimarães.

Mais próximo de mim, temos as partilhas e trabalhos realizados pelos mais novos do Espaço Crescer Centro de Estudos, informação que coloco na página Crescer com Histórias e no canal Espaço Crescer (aqui temos outros filmes, não só Stoytelling).
Para estes trabalhos contribuiram muitas crianças e adolescentes, também a artista Bárbara Andrez, e a sénior mais ativa que conheço, Isabel Barra.
Com estas dinâmicas, conseguimos desenvolver a criatividade e espontaniedade, tão úteis para a resolução de problemas do dia-a-dia e também escolares.

Muito obrigado a todos por partilharem o melhor de vocês.

O Storytelling tira-nos da nuvem escura que por vezes insiste em permanecer em nós.
Desperta o que de melhor temos e mostra ao mundo o bom que é sermos nós próprios, dando o real valor ao que sabemos fazer.

Boas histórias!



quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Terapias, para quê?


Porque precisamos?
Porque está na moda?
Porque somos consumidores de tudo, incluindo de serviços?

Mas, porque não?

São modernices... No tempo em que eu era criança levava o respetivo corretivo com as caras assustadoras dos adultos que me acompanhavam e consegui chegar até aqui.
Entretanto, o ser humano evoluiu, como em toda a sua história e como é natural do ser humano que se considere como tal.
Com ele evoluiram as teorias e as práticas em todas as áreas e domínios.

Tal como dizem nos média "Humaniza-te!"

É preciso vir a tecnologia de ponta (mesmo que a ponta mude quase todos os dias), para nos dizer que ainda somos pessoas e que pensamos e evoluímos sobre tudo, incluindo a pedagogia, as múltiplas inteligências e... as terapias?

Com isto não pretendo afirmar que todos devemos ser acompanhados por técnicos de saúde mental continuamente.
Afirmo sim que não há necessidade de temê-los...

O que vejo todos os dias, desde as pessoas sem escolaridade até às pessoas mais habilitadas é que há uma desconfiança constante dos profissionais que trabalham a saúde mental.

Há tantos bons exemplos bastante interessantes e com profissionais de confiança! É só pesquisar, conversar, pedir opiniões, experimentar...
Sempre que há alguma dúvida, não há mal nenhum em perguntar. Há até quem defenda que saber perguntar é o maior indicador do desenvolvimento da inteligência.

Destaco aqui a Yellow Road, da qual conheço alguns profissionais que demonstram um grande profissionalismo, apresentando um conceito diferente de acompanhamento e com metodologias diferenciadoras.
Destaco também o Espaço Crescer, do qual sou gestora, onde apostamos apenas em profissionais que demonstram uma mais valia e se disponibilizam para rastreios periódicos gratuitos ao alcance de qualquer um e sem obrigatoriedade alguma.

Como estes dois exemplos, há bastantes profissionais prontos a ajudar em qualquer idade, qualquer problema ou dúvida existente.

Terapias, para quê?

Para que não caiamos num buraco do qual é muito mais difícil sair e depois não nos ouvirmos perguntar "Onde é que eu errei? Fiz tudo bem...".
Às vezes o que é preciso é apenas parar para ouvir e ver com olhos de ver, mesmo que, seria o ideal, não fosse nada de preocupante.

Boas terapias!