domingo, 2 de setembro de 2018

Antropofórmica



Ao entrar na primeira sala da exposição permanente do Museu Convento dos Lóios em Santa Maria da Feira, deparamo-nos com esta estátua que só sabemos que é chamada de antropofórmica depois de ler a legenda. Pelo menos, quem não é entendido sobre o assunto...
Transmite um certo respeito aquele ser ali representado, mesmo não tendo nada mais de humano do que uma mera cabeça e ombros esculpidos.
Há até quem hesite entrar e só o faz quando lhes é garantido que pode e deve, pois a sala desvenda muito sobre a arqueologia do concelho de Santa Maria da Feira.


Vista de perto não é mais amigável, mas toda a sala é uma descoberta para os mais pequenos e uma boa surpresa para quem os acompanha.
Reforço a dica de uma visita ao museu como momento de passeio e descontração familiar.
Bons passeios!

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Os vasos sobrevivem?


Estava eu, numa manhã de apoio ao estudo na semana passada no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/), debruçada sobre um livro de exercícios de férias para quem transita do 3º para o 4º ano, quando surge a tradicional questão de Estudo do Meio sobre as condições necessárias para a vida das plantas.
A primeira figura da fotografia acima ilustra uma planta a ser regada e com luz. A segunda figura ilustra uma planta sem luz e sem ninguém a regá-la.
A questão que surge com estas ilustrações é sempre intuitiva: "Em que figura está ilustrada a planta que sobrevive?"
Pois é... Mas como nós por aqui praticamos a leitura atenta e detalhada dos enunciados, lemos, desta vez, a pergunta: "Qual dos vasos irá sobreviver?"
Será uma pergunta com rasteira?!?!
Estarão a querer que se responda sobre a durabilidade do vaso, se cria humidade no escuro?
Hum...
Em teste ou exame, o que conta é a resposta certa, mesmo sabendo que a pergunta foi mal escrita.
Neste caso, a aluna respondeu: "O vaso da figura A tem a planta que irá sobreviver pois foi regada e está num local com luz."
Os livros nas férias são interessantes mas cuidado com a forma como respondem. Os maus hábitos são rapidamente criados e ninguém vai tentar perceber onde começaram e porque assim aconteceu.
Bons exercícios!

sábado, 18 de agosto de 2018

Verão e javalis?!?!


Sim, este verão, como em anteriores, qualquer pessoa pode percorrer a Tapada de Mafra e ficar a conhecer os animais que vivem bem pertinho da cidade de Mafra, mas que alguns nem imaginam.
Comecei pelos javalis mas poderia falar de muitos outros.


Mas o que pretendo mesmo com este artigo é referir que, mais uma vez, uma experiência única pode ser vivida em família, em ambiente de férias, e com todos a aprender, principalmente os mais pequenos, que estão na altura ideal para receber toda a boa informação que o mundo natural tem para dar.
Então, para quem passe por esta zona, aqui fica a sugestão:

retirado de http://tapadademafra.pt/pt/ a 18 de agosto de 2018


Nesta Tapada, um terreno cercado onde se criam espécies de animais e plantas, podem-se fazer circuitos de comboio, atelier de apicultura (criação de abelhas e mel), demonstração de voo livre com aves de rapina, caça ao tesouro ambiental, rota da biodiversidade, atividades como geólogo e como biólogo.
Há programas para escolas ou equiparados, mas também as famílias são convidadas.

Há quem lhe chame até a Floresta Encontada da Tapada Nacional de Mafra...

Fica mais uma ideia para este verão que, em Portugal, pode ser muito mais do que praia e piscina.

Boas descobertas!



sábado, 11 de agosto de 2018

Reserva da Biosfera

Fotografia retirada de 
https://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-09-01-Governo-cria-Rede-Nacional-de-Reservas-da-Biosfera#gs.626oGeE, 11/8/18

A fotografia acima é das ilhas das Berlengas, mesmo ao lado de Peniche, zona centro de Portugal.
Para quem não conhece, é uma zona totalmente diferente do restante país, ao alcance dos muitos barcos que saem de Peniche em direção às ilhas, prontos para receber qualquer visitante que se interesse por ótimas vistas, excelentes mergulhos em águas transparentes e ambiente calmo e retemperador.


Imagem retirada de https://www.ipleiria.pt/estm/reserva-da-biosfera-das-berlengas-unesco/, 11/8/18

Como sempre, encontro também aqui uma excelente oportunidade para aprendermos da melhor forma: no local, pondo os pés no objeto de estudo da Geologia e vendo diretamente os efeitos da Geodinâmica.
A Reserva da Biosfera das Berlengas (UNESCO) tem várias características ecológicas que nos fazem repensar a forma como vivemos. É um palco de estratégias peculiares de sobrevivência humana em ambientes menos propícios.
A sua história faz-nos recuar até aos povos Celtas, Fenícios e Romanos com as suas rotas marítimas.
O seu interesse, segundo o Grupo de Trabalho Permanente da Reserva da Biosfera das Berlengas (UNESCO), constituído pela Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (Peniche) – Instituto Politécnico de Leiria, pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e pela Câmara Municipal de Peniche (CMP) (saiba mais aqui), passa pelo valor biológico da área marinha que o envolve, interesse botânico, ambiente para a avifauna marinha presente, a arqueologia subaquática e até à comunidade de pescadores que se mantém ativa.
O turista, com este cardápio num só conjunto de ilhas perto umas das outras, consegue passear de barco entre grutas, banhar-se nas pequenas praias transparentes, fazer mergulho, acampar, fazer percursos pedestres e muito mais que se pode ficar a descobrir no local ou em Peniche.
O melhor presente a dar aos mais pequenos são os passeios e viagens na nossa companhia.

Deixo aqui esta dica para o tempo que falta neste verão.

Bons mergulhos! 

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Como nos filmes


Isto é mesmo como nos filmes!

Sim, nos museus encontramos muitos objetos que, se não for lá, apenas os vemos em filmes.
Então, porquê visitar museus?
Porque torna a vida muito mais interessante do que se vê olhando para o pequeno ecrã, televisão, telemóvel, computador e a lista sem fim de aparelhos que nos fazem chegar a informação que existe no mundo.
Pelo menos, essa é a ideia com que se fica. É apenas virtual mas muitos são os que consideram suficiente.
Eu cá prefiro ver no local e este, que mostro aqui na fotografia, existe mesmo no centro da Cidade de Santa Maria da Feira, no Museu Convento dos Lóios.
Como está a decorrer a Viagem Medieval, para além da visita à exposição permanente, podemos também:
- conhecer um moinho de papel e ver fazê-lo
- praticar a escrita à pena e iluminura
- visitar a exposição temporária "Desvendar Pedro e Inês"

Deixo então a sugestão para cá passarem pois a surpresa é boa e o ambiente de festa da Viagem Medieval é fantástico!

Boa Viagem Medieval!


sexta-feira, 27 de julho de 2018

Inclusão, será desta?


São estes e muitos outros olhares que nos fazem querer fazer mais e melhor para e com as pessoas pequenas de hoje que serão as grandes pessoas de amanhã.

Foi lançada nova legislação sobre Educação Inclusiva, no Decreto-Lei n.º 54/2018 de 6 de julho.
Está disponibilizado no site da Direção-Geral da Educação o Manual de Apoio à Prática para uma Educação Inclusiva, de forma a apoiar os profissionais de educação e pais/encarregados de educação (Direção-Geral da Educação, 2018. Para uma Educação Inclusiva: Manual de Apoio à Prática).

Tentamos, novamente, articular vários profissionais e agentes educativos de forma a integrar em contexto educativo todos os alunos, no maior número possível de iniciativas e dinâmicas de sala de aula.
É certo que há casos em que esta articulação é bastante complicada, dependendo também do tipo de dificuldade que o aluno tem e não só pela falta de motivação e falta de ferramentas dos profissionais e pais/encarregados de educação.
Este novo regime jurídico deverá ser visto como "amigo" e não como "inimigo". Se alguém perdeu tempo a pensar, a trabalhar, estudar e investigar sobre isto, deverá ter valor, nem que seja na tentativa de termos uma Escola melhor em Portugal.
Provavelmente, na cidade de Lisboa, uma grande cidade, não se notará esta necessidade, mas não esqueçamos o Portugal rural que ainda somos numa área extensa. É lá que também deve existir inclusão, mesmo sendo o número de crianças muito menor. Mesmo que financeiramente "não se justifique".
Afinal, fazemos para todos ou apenas para os grandes grupos?
Afinal, é a educação, a escola pública, um negócio que deve dar lucro ou um serviço público que toda a população legal portuguesa tem direito?
Será necessário emigrar para conseguir escolas que são nossa referência?
Teremos nós profissionais competentes para fazer face a estas novas exigências? Sim, claro que temos. Alguns até cheios de vontade de ter formação para melhor conseguir gerir a sua prática pedagógica.

Infelizmente, em Portugal ainda somos um país maioritariamente autodidata e os profissionais têm que procurar muito para encontrar as respostas às suas necessidades de formação. Talvez fosse melhor a formação dos professores, neste caso, ser uma prioridade, e não apenas um manual de apoio à prática.

Começa a ser evidente que entramos numa era em que o pensamento está em primeiro lugar, no sentido em que se tivermos uma saúde mental equilibrada, conseguimos ter equilíbrio nos restantes domínios da nossa vida, incluindo a saúde física.
Penso que a grande mudança começará pelos adultos e não pelas crianças, sendo que as crianças já vão crescer com esta realidade.

Boas inclusões!

terça-feira, 24 de julho de 2018

Custa pouco e sabe bem


Haverá altura melhor para nos conhecermos a nós próprios e aos que nos são queridos?
O verão é a época ideal para dar escapadelas e deixar o tempo passar, apenas.
Quer seja na praia ou noutro local qualquer, estarmos sós, sem ruídos, ou acompanhados pela companhia ideal que nos faz crescer e ser melhores sem esforço, conseguimos melhorar a nossa saúde mental, sem olhar à crise e incapacidade financeira.
Dizem os entendidos, neste caso, José Almeida em A saúde mental dos portugueses, que em época de crise financeira, agravam-se e aparecem as doenças mentais pois é precisamente nesta altura que os cortes orçamentais fazem com que haja menos apoios públicos para fazer face às dificuldades das populações.
Ora, eu penso que, nestas fases, devemos esquecer que temos bolsos e pensar o que fazer sem gastar um tostão. Diversão e tranquilidade apenas com o que temos no momento e, surpreendentemente, o que temos de melhor é: NÓS MESMOS.
É uma visão idílica da vida? Sim, mas pode ser realista, se tivermos bem presente que o trabalho traz dinheiro, umas vezes mais e outras vezes menos. Se eu trabalho, porque me preocupar sempre, sempre com isso?
Se não temos capacidade de fazer mais dinheiro, porque razão o temos como obsessão?
Será melhor moldar a vida conforme o que temos, sem deixar de fazer o que nos dá mais gosto: adaptamo-nos.
Naturalmente irá começar tudo a correr melhor, se continuarmos a fazer o que acreditamos e somos bons.
O que penso não é ficar sentado à beira mar sempre, sem nada fazer. Isso é importante, sim, mas, por dentro dessas pessoas sentadas à beira mar, estão grandes personalidades capazes de se levantar sempre que for preciso e mexer, produzir, criar, viver mais e melhor.
Boas paragens!