segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Olha para o que eu digo e não olhes para o que eu faço


Numa bela tarde, uma menina faltava às aulas só para estar com as amigas na escola.
Elas, enquanto faltavam às aulas, iam para fora da escola.
Até que um dia, os pais dela vieram a saber do que ela andava a fazer e queriam mudá-la de escola.
A coisa que ela menos queria era sair de perto das amigas, então teve que começar tudo de novo, como se fosse naquele dia que ela tinha entrado para a escola.
Começou a ir às aulas, fez novos amigos e deixou de faltar às aulas só para copiar as amigas e por se achar tão importante como elas.
Antes de começar a ir às aulas, os pais dela foram chamados à escola porque ela já tinha muitas faltas. Disseram-lhe que iria para a proteção de menores,
A sorte dela foi que a sua diretora de turma disse para lhe dar mais uma oportunidade. Lá conseguiu passar de ano, porque senão, com as negativas que ela teve, não passava.

Textos destes são escritos por diamantes a ganhar forma e merecem ser partilhados.

Este, em particular, foi escrito por uma aluna de 7º ano do Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/), como resultado do trabalho de casa de Português.
O trabalho era escolher um dos provérbios da lista disponível e escrever uma narrativa onde se inseria esse provérbio como moral da história. Esta aluna escolheu o provérbio que deu origem ao título, mas a mensagem que com ele nos presenteou ultrapassou o esperado.

Boas adolescências!

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Titia na Divulga Escritor


A Titia foi entrevistada pela Divulga Escritor!
Conheça toda a entrevista em: 


Boas leituras!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

eCOROmia e Pequenos Cantores da Maia

eCOROmia

Pequenos Cantores da Maia

É neste sábado o último Concerto Solidário do Programa Amigos do Ziki desta temporada.
Terá lugar no próximo sábado, dia 12 de novembro de 2016, pelas 21:30, no Auditório do Centro Paroquial de Mafamude.

Neste último concerto, do ciclo de três, teremos os Pequenos Cantores da Maia e o eCOROmia.

Aqui encontra toda a informação sobre o concerto: http://www.amigosdoziki.pt/concerto12nov2016/index.htm

A receita do concerto converte, na totalidade, para o Amigos do Ziki, permitindo que este chegue a cada vez mais crianças.

Venha assistir ao concerto e traga a família e os amigos!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O meu sonho


Um dia, fizeram-me uma pergunta sobre o que eu queria ser quando fosse grande. Eu disse que queria ser veterinário e ter a minha vacaria com todo o tipo de gado.
Essa pessoa perguntou porquê que eu queria essa profissão. Eu disse que queria ser veterinário e agricultor porque o meu avô é agricultor e eu sempre vivi e aprendi a interessar-me por essa área.
Hoje sonho com a minha vacaria e com tudo o que há anos também gostava.
Daqui a uns anos, quando tiver tudo o que eu quero, vou ter uma vida boa e feliz e com saúde, que é o que interessa.
No dia da inauguração vão estar cinquenta mil pessoas, a minha casa vai ter duzentos mil metros quadrados e vou ser o melhor agricultor e veterinário de Portugal Continental.
Vai haver mais de quarenta mil lugares para trabalhar na Quinta da Família Maia.
Vou ganhar o prémio de melhor veterinário e agricultor do século vinte e um!

Escrito por Ricardo Maia

Em tempo de aulas sem testes nem muito trabalhos de casa, todos os alunos do Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/) são convidados a escrever. Por pouco que seja, são levados a desenvolver a capacidade de escrita pois é transversal a todas as disciplinas.
Durante as aulas muitos conteúdos são abordados e, no dia do teste, e quase apenas nesse dia, são obrigados a escrever o que sabem. Por vezes as surpresas são desagradáveis e, por isso, vale a pena perder algum tempo a minimizar esse risco escrevendo e lendo em voz alta, o máximo que conseguirmos nos tempos livres.
O Ricardo aceitou esse desafio, como o tem feito ao longo dos anos. Está de parabéns pois este pequeno texto corresponde às expectativas do que lhe foi pedido. E no final sabe bem ouvir "Até nem tive muito erros!".
Só com trabalho e dedicação se consegue isso, e tu conseguiste, Ricardo!

Boas escritas!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Contar com o pior não é mau


Aproximam-se os dias de chuva e frio, quando o que apetece mesmo é ficar em casa a ver um bom filme, por exemplo.
Nesta altura do ano estes dias vão e voltam e num desses dias vi o filme O Ultimato, onde um dos maus da fita afirmou:

Espero que aconteça o melhor. Preparo-me sempre para o pior.

Deixando a ficção de lado, se pensarmos assim no nosso dia a dia, conseguimos reunir as ferramentas necessárias para enfrentar grande parte dos obstáculos.

Isto não é ser pessimista, até porque, espero sempre que aconteça o melhor, pois é para isso que me esforço.
Mas isso não invalida que me prepare para que tudo, ou alguma coisa, corra mal.

Bons dias chuvosos!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Saber falar


"Mais vale estar calado se não tens nada a acrescentar."
Sara Tavares

Depois de uma boa temporada sem publicar nada, diz Sara Tavares que devemos falar e dar de nós quando o vamos fazer com qualidade e a pensar que estamos a fazer o melhor.

Falar por falar, fazer por fazer, só dão trabalho e muito mais trabalho se não for pensado.
O retorno, em vez de boas sensações e experiências, será mais trabalho e até negativo.

Esta música faz parte do novo álbum, que agora aparece como trabalho de qualidade.

Espero que consiga ser assim no meu dia a dia. Seria bom para mim e para os que me rodeiam.

Boas pausas!

domingo, 9 de outubro de 2016

Onde a solidariedade e a música se cruzam



Aconteceu ontem o primeiro de três concertos solidários para apoiar a aplicação do Programa de Saúde mental e emocional no pré-escolar Amigos do Ziki, que pode ficar a conhecer em amigosdoziki.pt .



O palco que nos recebeu foi no Auditório do Centro Paroquial de Mafamude, em Vila Nova de Gaia, e será lá que teremos mais duas noites fantásticas nos dias 30 de outubro e 12 de novembro.


São coros que voluntariamente se disponibilizam para nos oferecer música, muito ritmo e excelentes vozes.

Aqui fica um cheirinho do que foi:



video

Marque já o seu lugar para os próximos em http://www.amigosdoziki.pt/concertos/index.htm.

Bons concertos!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Coro Juvenil de S.Cristovão e o Orfeão de Valadares


A Escutar (escutar.pt) é uma associação portuguesa sem fins lucrativos que tem por objetivo principal promover a saúde mental dos portugueses, da população residente em Portugal e das populações dos países onde intervém. Para a prossecução dos seus objetivos, entre outras iniciativas, disponibiliza diversos serviços de atendimento a toda a população. 
No presente ano letivo (2016-2017), a Escutar está a aplicar o programa Amigos do Ziki (amigos do Ziki,pt) a crianças de 5 anos no ensino pré-escolar, em vários Agrupamentos de Escolas dos concelhos da Maia, Penafiel, Odemira e Santiago do Cacém. O Amigos do Ziki é a versão portuguesa do Zippy's Friends (partnershipforchildren.org.uk) um programa que visa promover a saúde mental ao longo da vida, desenvolvendo e treinando competências de identificação e verbalização de sentimentos, competências sociais e de comunicação, assim como a capacidade de lidar as situações adversas do dia-a-dia (mudanças, divórcios, conflitos, perdas, lutos, bullying, etc.).
Como suporte à angariação de fundos que permitam a aplicação do Amigos do Ziki e a sua expansão a todo o território português organizamos, neste ano de 2016, três espetáculos solidários. Agradecemos a divulgação junto dos vossos contactos.
O 1º espetáculo é já no próximo sábado, dia 8 de Outubro pelas 21.30h, no Auditório da Igreja de Mafamude ( junto do El Corte Inglês em Gaia e linha amarela do metro do Porto), em que participarão o Coro Juvenil de S.Cristovão e o Orfeão de Valadares, dirigidos pelo maestro José Marques
Todos os ingressos serão assim donativos para reforço financeiro do Amigos do Ziki, tendo em vista o alargamento do programa a todo o país.
Agrademos a divulgação.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Pétala Cor de rosa


As aulas já começaram na escola, as atividades de ocupação de tempos livres no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/) também.
Este pequeno conto foi escrito no tempo livre de duas alunas de 2º ciclo que, sem trabalhos de casa para fazer, decidiram escrever algo novo, simples e de bastante boa qualidade.
Bons tempos livres!


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Concertos solidários


Já ouviu falar de algum Programa de Saúde Mental e Emocional para o Pré-escolar?

Vai começar a ouvir falar agora, mas com o nome Amigos do Ziki, personagens que dão cor e vida a histórias de vida criadas especialmente para trabalhar competências de saúde mental e emocional em crianças dos 5 aos 7 anos.
Será aplicado pela primeira vez em Portugal já neste ano letivo de 2016/17 em várias escolas por todo o país.

No âmbito do Amigos do Ziki, organizamos três Concertos Solidários - Amigos do Ziki para 2016.
Todos os bilhetes serão donativos para reforço financeiro do programa que, por enquanto, não tem qualquer apoio financeiro.

Por favor, divulgue os Concertos Solidários - Amigos do Ziki e visite também a página Oficial em http://www.amigosdoziki.pt/concertos/index.htm.

Venha, traga a sua família e os seus amigos!

Para saber mais sobre os concertos ou sobre o Programa, não hesite em enviar email para: geral@amigosdoziki.pt.

Bons concertos!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Mamã, ensina-me o abc...



Quando uma criança de 3 anos procura um bloco, leva emprestado o copo dos lápis e canetas do escritório e pede a um adulto para ensiná-la a escrever, o que devemos fazer?
Há várias hipóteses...

Arranjamos tempo e:
Demonstramos calmamente como se escreve.
Incentivamos a que a criança experimente escrever com o nosso apoio.
Deixamos que a criança experimente escrever em autonomia.
Mostramos várias letras e começamos por ensinar a ler.
Explicamos que podemos copiar as letras inicialmente.
...

Ou

Remetemos a responsabilidade para a escola e:
Explicamos que na escolinha irá aprender tudo com tempo.
Referimos que ainda é cedo e que primeiro deverá aprender outras coisas.
Depois de vir da escola perguntamos se já aprendeu alguma letra.
Deixamos o tempo passar pois terá tempo quando for mais velha.
...

Haverá mais hipóteses, mas todas elas têm as suas consequências.
É nessas consequências que devemos pensar, isto se realmente nos importamos com a aprendizagem dessa criança.

Na minha opinião, devemos fazer um esforço, muito grande por vezes, para arranjar tempo e tentar perceber até que ponto e como quer a criança aprender o abc.
Perceber que meta quer atingir ajuda a ajudá-la melhor.
Sim, com apenas 3 anos teria mais com que se preocupar, mas se naquela cabecinha algo despertou para aprender a escrever agora é porque o tempo é agora e não mais tarde.
Se deixarmos para mais tarde recalcando naquele cérebro a vontade, corremos o risco da vontade de aprender ficar realmente recalcada e cedo começam os problemas de aprendizagem e gosto pela escola.

Por vezes na escolinha, já com conteúdos rígidos para cumprir, é difícil dar resposta a estas necessidades tendo em conta que toda a turma deveria estar a aprender a pintar dentro do risco, a começar por grafismos e formas de escrita mais simples do que as letras.

Cabe então a quem tem tempo e lida com a criança explicar isso mesmo e ir dando resposta às necessidades reais, o desejo de aprender a escrever, mesmo que daqui a uma semana esse desejo tenha passado.

Bons ensinamentos!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Gosto deste pai...



Uma pequena família, durante o fim de semana, brincava apenas com os seus dedos e risos. Faziam cócegas uns aos outros e davam gargalhadas que enchiam a sala.
A menina mais velha disse:
- Gosto deste pai!
O pai fica intrigado e a mãe pergunta:
- Gostas deste pai? Mas tens outro?
- Sim - responde a criança pensativa - o que vai trabalhar.

Sim, está confirmado que as crianças sentem e aprendem tudo, sempre, mesmo que não o apercebamos, e é sempre à sua maneira, de forma a sobreviver bem e felizes.
O facto do pai trabalhar longe durante toda a semana ou por alguns períodos fez com que a criança arranjasse o mecanismo de dividi-lo em dois pais diferentes: o que está e o que não está.

Resta ao adulto tentar lidar com estas aprendizagens e ir ajudando a fazê-las da melhor forma, respeitando os ritmos, birras, amuos, euforias, tristezas.

Também as temos, certo? Fica mal é fazê-las em público, pois somos adultos...

Boas aprendizagens!

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Gomas e gargalhadas


Os anos passam mas a grande riqueza que adquiri em Lichinga como professora continua a dar frutos por cá.
Desta vez foi para  fazermos a atividade de teatro "Gomas e gargalhadas" nas férias escolares de verão 2016 no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/).
O produto final foi um pequeno teatro que apenas está disponível para membros do Espaço Crescer no youtube.
Um teatro totalmente improvisado pelas crianças com base naquilo que vão vendo e ouvindo sobre a minha experiência de voluntariado em Lichinga como professora.
Este tipo de atividade é bastante útil e pertinente pois as crianças crescem com a consciência de que o mundo é muito mais vasto do que aquela curta realidade que conhecemos do nosso dia a dia.
Boas gargalhadas!

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Trabalho de pares



O trabalho autónomo é uma meta alcançável e desejável.
Trabalhar em autonomia não significa trabalhar sozinho e de forma solitária.
Quando se consegue trabalho autónomo, meta para todos os alunos do Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/), consegue-se trabalhar de forma independente, e os requisitos para que isso aconteça são:
1 - conseguir concentrar-se na sua tarefa ou do seu grupo
2 - conseguir interpretar o enunciado ou situação com o qual é confrontado
3 - refletir e/ou discutir com o seu grupo a melhor forma de alcançar a resposta para o que é pedido
4 - estruturar a resposta e escrevê-la
5 - concluir
6 - reformular e reiniciar o processo se necessário

Isto aplica-se para atividades físicas, associadas a jogos de equipa ou individuais, atividades cognitivas, como fazer trabalhos de casa e estudar para testes e exames, e outros domínios. Aplica-se desde a idade mais jovem até morrermos.

Ser autónomo não é não precisar de ninguém. É apenas não ter receio de avançar para aquilo que não conhece, arriscar, ponderar, discutir, refletir, tentar resolver, mesmo que não perceba nada sobre o assunto e sem ter medo de errar.
E isto tudo pode fazê-lo em trabalho de pares para que esta aventura seja mais fácil e deliciosa.

Após vários dias de estudo durante as férias, aqui no Espaço Crescer optamos agora por fazer outro tipo de dinâmica, para motivar os mais velhos a aprenderem e a ajudarem a aprender.
Nada melhor do que tentar ensinar a alguém para perceber quais são as possíveis formas de aprender e assim compreender que nós próprios temos dificuldades que podem ser resolvidas.
Ao tentar ajudar os outros, tomamos consciência de nós próprios pois temos que adaptar a nossa linguagem para que nos percebam.
Desta forma temos desmitificado a falta de empatia entre alguns professores com os nossos alunos que vão percebendo que o "problema", se é que existe, não está em si mas na comunicação com os professores e outros colegas.
O trabalho de pares é excelente para perceber toda esta dinâmica sem grandes explicações pois as coisas vão simplesmente acontecendo.
Por exemplo, um aluno de 1º ano que transitou para o 2º ano tem uma ficha de trabalho que não consegue fazer sozinho. Um outro aluno de 3º ano tenta ajudá-lo mas não pode fazer por ele, apenas explicar o que se pretende e esclarecer as várias formas de chegar até à resposta.
Por vezes, no meio deste processo, ouço "Isto é tão fácil e tu não percebes!". Esta observação não é negativa, não deve ser. -mas, se a atividade for mal orientada, pode ser negativo...
Se pegarmos nisto e fizermos ver que se não sabe foi porque ainda não aprendeu e aqui está uma boa oportunidade de o fazer e o aluno de 3º ano tem essa missão, a de ensinar, torna-se bastante positivo.
O de 1º ano ganha a humildade de aceitar que um amigo de brincadeira seu sabe mais e pode aprender muito com ele. O de 3º ano ganha a perceção de que explicar-se afinal não é assim tão fácil e desenvolve várias formas de se exprimir, consoante a situação assim o exija.

Seria um exercício interessante para adultos desenvolverem o autoconhecimento e tolerância face a outras formas de raciocínio.
Por exemplo, uma cabeleireira explicar a um arquiteto como se cortam cabelos. Uma educadora de infância explicar ao senhor do talho como contar uma história....

Bom trabalho!


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Sim...

Sim ao amor.
Sim à felicidade.
Sim à paixão.
Sim à bondade.
Sim ao carinho.
Sim, o sol usa óculos de sol.
Sim, o mar tem flores.
Sim, os animais falam.
Sim, nunca chove.
Sim, nunca há incêndios.
Sim, o céu é verde.
Sim, as nuvens são amarelas.
Sim, não há doenças.
Sim, não existe crueldade.
Sim, os animais não são ferozes.
Sim, o mundo só tem um país.
Sim, as pessoas são imortais.
Sim, a areia é azul.
Sim, os alimentos são todos roxos.
Sim, a água é prateada.
Sim, as pessoas vivem em tendas.
Sim, todas as pessoas sabe ler e escrever.
Sim, todo o mundo fala português.
Sim à simpatia.
Sim à coragem.
Sim ao orgulho.
Sim, não existe egoísmo.
Sim, as pessoas não precisam de trabalhar.
Sim, as pessoas convivem.
Sim, os pais brincam, correm, cantam, etc.
Sim, os dinossauros existem e são amigos das pessoas.
Sim, ouvia-se música 24h por dia.
Sim, toda a gente se conhecia.
Sim, nunca trocavamos de roupa.
Sim, nunca tomavamos banho.
Sim, não cheiravamos mal.
Sim, ninguém chorava.
Escrito por uma menina de 12 anos

Sim, está ali o guizo.
Sim, está ali o burro.
Sim, está ali o menino.
Sim, está ali o cubo.
Sim, está ali o copo.
Sim, está ali uma letra.
Sim, está ali a menina.
Sim, está ali o porco.
Sim, está ali a caixa.
Sim, está ali a cobra.
Sim, está ali o armário.
Sim, está ali a porta.
Sim, está ali o Rodrigo.
Sim, está ali o fato do Nodi.
Sim, está ali o sim.
Sim, está ali o não.
Sim, está ali a faca.
Sim, está ali a linha.
Sim, está ali o livro.
Sim, está ali a senhora.
Sim, está ali o ganso.
Escrito por uma menina de 7 anos

Sim é uma palavra que origina a alegria.

Sim à boa educação.
Sim à paz, à harmonia e ao amor.
Sim a tudo de bom da vida.
Sim ao respeito perante toda a gente.
Sim à criatividade.
Sim à felicidade.

Sim, a palavra que anda de mãos dadas à liberdade.
Escrito por uma menina de 12 anos

Sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim,...
Escrito por um menino de 7 anos

Sim, a palavra mais alegre.
Sim, a palavra que me faz feliz.
Sim, a palavra que eu digo à minha mãe.
Sim, eu tenho a melhor professora.
Sim, tenho amigos bons.
Sim, eu tenho um gato.
Sim, gosto muito da Sónia.
Escrito por uma menina de 8 anos

Sim é uma palavra que podemos usar e não usar nas coisas más.
Sim é de poder fazer alguma coisa e não só.
Sim é boa quando precisamos e quando não precisamos.
Sim é uma palavra que são duas coisas.
Escrito por uma menina de 8 anos

Sim, eu não gosto da Anastasia.
Sim, gosto de ser o Nodi.
Sim é bacon.
Sim é contra o não.
Sim é sim.
Sim, diz sempre a Bruna.
Sim é fixe.
Sim, a Sónia é uma amiga.
Sim vs Sim é duplo Sim.
Sim é amigo de toda a gente.
Sim é uma palavra usada.
Sim tem o nome que é sim.
Sim é sim e não é não.
Sim, fui eu que fui lá fora.
Sim, fiz leite.
Sim Ahahahaha, criem-me.
Sim, é ela a Ninita, a minha cadela.
Escrito por um menino de 10 anos

Estes textos foram o resultado da atividade de Escrita Criativa nas férias escolares de verão 2016 no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

É sexta-feira


Sempre fui fã dos Boss AC, em adolescente e agora, ainda criança.

Vídeo que mete os mais pequenos a mexer, os mais velhos a cantarolar, os mais sérios a chorar e os mais descontraídos a brincar com os problemas da vida pois de outra forma daríamos em malucos.

A parte pedagógica deste filme?
Ler em português
Ler em inglês
Cantar em português
Associar formas do dia a dia a figuras geométricas
...
Ir até onde a imaginação nos levar
Aprender com tudo o que nos acontece, bom e mau ou até indiferente

Boa sexta-feira!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Escrita Criativa - Não...


- Oh Sónia, eu quero escrever um poema e não sei....

Não é um nome
De um menino
Que é muito pequenino
E que é amigo de uma mão.
Escrito por um menino de 10 anos

Não haver pessoas que morrem(adoecem.
Não haver tristeza.
Não, a palavra indesejada pelo mundo.
Não haver exames na escola.
Não ao racismo.
Não ao bullying.
Não ao abandono dos seres vivos.
Não ao aborto.
Não haver palavrões (palavras "más").
Não haver dias muito chuvosos, dias com relâmpagos, trovões.
Não haver preconceito com os seres vivos.
Não à violência doméstica.
Não haver guerra.
Não haver pessoas que pensam que os outros são diferentes só por terem menos dinheiro ou mais.
Não haver tráficos de drogas.
Não, não ao abuso sexual.
Não à poluição do ar.
Não ao abandono escolar.
Não ao abandono de crianças.
Não haver pessoas desempregadas.
Não haver a palavra não.
Não, a palavra NÃO é constituída pela letra N de natureza, de seguida A de amor e por último O de orgulho.
Não à destruição de florestas.
Não haver fumadores.
Não haver maus tratos com as pessoas.
Escrito por uma menina de 12 anos

Não gosto do escuro.
Não gosto de laranjas.
Não gosto de bananas.
Escrito por um menino de 7 anos

Não é o nome de um menino.
Não está ali o rapazão.
Não está ali um coelho.
Não está ali a Melanie.
Não está ali a Luana.
Não está ali a zebra.
Não está ali um burro.
Não está ali um cavalo.
Não está ali uma cadeira.
Não está ali uma galinha.
Não está ali um gato.
Não está ali um corrimão.
Não está ali uma capa.
Não está ali a Sónia.
Não está ali a Sara.
Não está ali a Melanie.
Não está ali a caixa.
Não está ali o saco.
Não está alçi a revista.
Não está ali o balde.
Não está ali o chapéu.
Não está ali o Porto.
Não está ali a ventoinha.
Não está ali a árvore.
Não está ali a pedra.
Não está ali o Porto.
Não está ali a Laura.
Não está ali o cortinado.
Não está ali o Porto.
Não está ali a janela.
Não está ali o telhado.
Não está ali o Rodrigo.
Não está ali o quadro.
Não está ali o livro.
Não está ali o carrossel.
Não está ali o brinquedo.
Não está ali o computador.
Não está ali as escadas.
Não está ali a louça.
Não está ali a risca.
Escrito por uma menina de 7 anos

Não sei, filho...
Não sabes, mãe?
Não porque...
Não dizes, mãe?
Não dizes porquê?
Não quero.
Não, porquê?
Não digo.
Não dizes?
Não.
Escrito por uma menina de 8 anos

Não gosto da Ana.
Não gosto que o meu cão faça chichi na cama.
Não tenho fraldas.
Não gosto do Não.
Não gosto de peixe.
Não gosto de leite.
Não gosto de flores.
Não gosto de castanhas.
Não gosto de lama.
Não gosto de queijo.
Não gosto de mel.
Não gosto de águias.
Não gosto de cobras.
Não gosto de leões.
Não gosto da escola.
Não gosto de iogurtes.
Não gosto de cestos.
Não gosto da minha tia.
Não gosto de óculos.
Não gosto de tintas.
Escrito por um menino de 10 anos

Não há donuts na loja nem no supermercado.
Não quer dizer não.
Não, nananão, não, nananão, não faz o mundo girar.
Não gosto de escadas.
Escrito por um menino de 6 anos

Não é o nome do menino...
Não se bate nos meninos...
Não se grita para as pessoas...
Não se faz mal às pessoas...
Não se é mau para os amigos...
Não se fala quando uma pessoa está a falar...
Não se brinca com coisas perigosas...
Escrito por um menino de 7 anos

Não posso ter uma boneca.
Não gosto de cães.
Não tenho amigos suficientes.
Não tenho medo do meu Nooky.
Não gosto de água a escaldar.
Não gosto de bacalhau com broa.
Não tenho medo do escuro.
Não gosto de me afundar.
Não gosto de pessoas feias.
Não gosto de águias.
Não gosto de aranhas.
Não gosto de lesmas.
Não gosto de centopeias.
Não gosto de coisas eletrónicas.
Não gosto de narigudos.
Não gosto de brincos túnel.
Escrito por uma menina de 8 anos

Não, a palavra que nos chateia.
Não, a palavra que ninguém gosta de ouvir.
Não, a palavra negativa triste.
Não, a palavra que nos dá que pensar.
Não, a palavra que nos desilude.
Não, a palavra que nos faz isolar devido às suas consequências.
Não a tudo o que nos faz mal.
Escrito por uma menina de 12 anos

Não gosto de pessoas chatas.
Não gosto de esperar.
Não gosto que me chateiem.
Não gosto de ver futebol.
Não quero morrer.
Não gosto de aranhas nem de bichos.
Não gosto que me irritem.
Escrito por uma menina de 9 anos

Não gastar dinheiro.
Não abrir a porta quando os meninos estão na casa de banho.
Não gosto que os meus amigos me batam.
Não se compram coisas caras.
Não gosto de vomitar.
Não gosto que os meus amigos me aleijem.
Não gosto que tenham ciúmes de mim.
Não gosto de ter um amigo mau.
Não gosto que a minha mãe tenha um bebé porque depois ele chora e não consegue parar de chorar, só consegue quando estiver a dormir.
Escrito por um menino de 6 anos.

Estes textos foram o produto da atividade de Escrita Criativa nas férias escolares de verão 2016 no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

As nuvens e o Sol

Situação:
Imagina que num dia de chuva, o sol queria brilhar um pouco mas as nuvens não o deixavam. Porque seria? Escreve o diálogo entre o sol e as nuvens.

Texto:
As nuvens e o Sol

Num belo dia de Verão, o sol queria brilhar um pouco mas as nuvens não queriam. 
Então o sol resolveu falar com as nuvens:
- Vocês podem ir para outro lado para eu brilhar?
As nuvens responderam:
- Está bem, nós vamos.
O sol ficou durante uns minutos a brilhar, todo contente mas vieram umas nuvens cinzentas e taparam o sol. Ele ficou muito triste.
Ele voltou a pedir às nuvens para se afastarem para que ele brilhasse mas elas não deixaram porque estavam aborrecidas.

O sol ficou muito triste e resolveu fazer um acordo com as nuvens. Pediu para serem amigos e estarem juntos no céu e brincar juntos. Ficaram todos amigos.

Escrito por um menino de 6 anos na atividade de escrita criativa nas férias escolares de verão 2016 no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

sexta-feira, 29 de julho de 2016

O sonho

Situação:
Tiveste um sonho muito engraçado e, como estavas a escrever uma carta à tua melhor amiga que está de férias, resolveste contar-lhe o sonho. Que sonho foi esse?

Texto:
Olá, amiga Laura eu tive um sonho engraçado e vou-te contar. Foi assim:
Estava eu num palco contigo ao lado e com os microfones preparados e nós tínhamos umas camisolas brilhantes, atrás era maior que a cintura e à frente era até à cintura, uns calções azuis claros brilhantes bem pequenos e nós prontas para cantar. Até que começa a música e começamos a cantar a música “A rodar mi vida”.
Depois fomos para o camarote e tu começaste a discutir comigo por estar desafinada mas eu não estava, até disseste que a nossa amizade iria acabar. Uma semana passou e eu tive bué saudades tuas e fui te pedir desculpa, tu disseste que quem devia pedir desculpas era ela e pedimos, demos um abraço enorme e inventámos um aperto de mão novo com o nome de “amizade” que é: bater 5 com as duas mãos rodar o corpo e dizer "melhores amigas para sempre". E depois a minha mãe acordou-me e foi um dia normal, mas quando fui para escola parecia realidade. BJS
Espero que tenhas gostado do meu sonho. Obrigada minha amiga. Adoro-te, melhor amiga.

Escrito por uma menina de 10 anos na atividade de escrita criativa nas férias escolares de verão 2016 no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

quarta-feira, 27 de julho de 2016

O Passeio Zoológico

Situação:

Foste ao Jardim Zoológico, mas nesse dia os animais resolveram fazer uma excursão e convidaram-te para ires com eles. Onde seria essa excursão? O que aconteceria durante a excursão?

Texto:
O passeio Zoológico

Num belo dia, andava eu a passear num jardim zoológico que lá perto havia, quando de repente, 2 girafas, 5 macacos, 3 zebras, 1 crocodilo e 1 hipopótamo disseram que queriam fazer uma excursão comigo. Eles disseram que a excursão ia ser nas cascatas da floresta, que ficava na “judélia”, uns 40km dali.
- Mas como é que vamos dar um passeio aí se fica muito longe? – disse eu.
- Não te preocupes, nós temos um portal secreto que vai directamente a “judélia” – disse uma das girafas.
- Boa! Onde fica o portal? – disse eu.
- Fica atrás da cabine de arrumações. – disse um dos macacos.
- De que é que estamos à espera!? – disse o crocodilo.
Então, de noite, fomos ao portal. Quando lá entrámos, uma luz brilhou e assim, por magia estávamos nas cascatas da floresta.
- Uau! É Magnífico! – disse eu.
- Agora já sabes porque é que nós combinámos aqui a excursão. – disse uma das zebras.
- Temos aqui um lanche! – disse um dos macacos.
Então todos nós começamos a comer um lanche muito delicioso. Depois, todos nós fomos mergulhar na límpida água da cascata.

Escrito por uma menina de 10 anos na atividade de Escrita Criativa nas férias escolares de verão 2016 no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

segunda-feira, 18 de julho de 2016

O filme mágico

Situação:
Imagina que estavas a ler uma história muito engraçada, mas de repente entraste para dentro do livro e te transformaste numa das personagens da história. Que história era essa? Em que personagem te transformaste? Que peripécias vivia a tua personagem?

Texto:

O filme mágico

Um dia estava eu a ver um filme que de repente me levou para dentro dele.
Quando entrei no filme dos Angry Birds transformei-me no Red.
As peripécias eram tão engraçadas: derrotar os porcos verdes.
Aquilo doeu a partir a janela!
Foi uma grande aventura muito divertida, pois nunca fui uma personagem dum filme qualquer.

Escrito por um menino de 7 anos na atividade de Escrita Criativa nas férias escolares de verão 2016 no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

quinta-feira, 14 de julho de 2016

A Pescada Sorridente

Situação:
Foste com a tua mãe ao supermercado e, quando estavam na peixaria, a comprar peixe fresco, uma pescada falou convosco. Mas a tua mãe não ouvia nada, porque a pescada só conseguia falar com crianças. Imagina o diálogo entre ti e a pescada. O que dirias à tua mãe para lhe explicares que não estavas a falar sozinha?

Texto:

A pescada sorridente

E então eu comecei a falar com ela:
- Tu falas??! – gritei eu, mas um bocado mais baixo.
- Chiuu!! – disse a mãe enquanto estava a escolher o peixe fresco.
- Sim eu falo, mas não te assustes, eu só falo com crianças como tu – disse a pescada.
- Então porque é que tu falaste comigo agora, e não antes quando eu cheguei? – disse eu.
- Porque, porque… eu tenho medo que me comas e a tua mãe também. – disse a pescada muito assustada.
- Não pescada, nós não te vamos comer, percebes? – disse eu a tentar percebe-la.
- Está bem, eu acredito em ti. – disse a pescada acreditando em mim.
- Ana! Porque é que estás a falar sozinha? – disse a minha mãe enervada.
- Oh mãe, também não posso falar sozinha? – disse eu, a fazer de conta.
- Crianças, têm imaginação!! – disse a minha mãe para si.
- Anda filha, vamos embora. – disse a mãe mais alegre.


Escrito por uma menina de 9 anos na atividade de escrita criativa nas férias escolares de verão no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

quinta-feira, 30 de junho de 2016

A borracha mágica

Situação:

Existem muitas palavras: feias, bonitas, grandes, pequenas, alegres, tristes, fáceis, difíceis. Imagina que tinhas uma borracha mágica que te permitia apagar as palavras que tu quisesses de todos os dicionários e nunca mais ninguém as poderia utilizar. Que palavras seriam essas? Porque as apagarias?

Texto:

A borracha mágica

Um dia, eu fui para o Espaço Crescer, e estava a apagar, quando, de repente a borracha ganhou vida depois eu dei de nome Borracha Mágica.
No dia seguinte, dizia à Borracha Mágica para apagar palavras, por exemplo: cão, gato, flor, erva e nuvem.
Mas quando dizia borracha nos textos ela não apagava então ela parou de ser mágica.
Durante alguns tempos ela só apagava se nós pegássemos e riscava e ela apagava.
Então a borracha ganhou vida e viveu feliz para sempre.



Escrito por uma menina de 8 anos na atividade de Escrita Criativa nas férias escolares de verão 2016 no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Noite de luar

Situação:
Numa noite de luar, em que existiam muitas estrelas, estavas tu a olhar para o céu e a sonhar. E enquanto sonhavas… uma estrela cadente falou contigo! O que será que ela te disse? Imagina um diálogo entre vocês. Conta-nos esse diálogo por escrito.

Texto:

Um dia estava eu, numa noite de luar, a passear.

Quando vi uma estrela, a falar sozinha. Quando me viu disse para ser eu a guardiã do espaço. E eu disse que não, pois queria ficar com a minha família.
Ela disse “Está bem”. E eu concordei.



Escrito por uma menina de 10 anos na atividade de Escrita Criativa nas férias escolares de verão no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

terça-feira, 21 de junho de 2016

Era uma vez um monstro

Situação:
Estavas muito bem à janela do teu quarto, quando de repente viste um monstro de sete cabeças pendurado na árvore do quintal do teu vizinho. Resolveste pregar-lhe um susto para ver se ele saía de lá, mas não querias que ele te visse pois podia fazer-te mal. Não o conhecias. O que fizeste? Ficaste a conhecer o monstro? Conta-nos como.

Texto:
Era uma vez um monstro

Era uma vez um monstro de sete cabeças e eu encontrei o monstro.
Um dia o monstro disse:
- Tu vais a bem ou vais a mal?
- Eu vou embora.
- Então vai.
E ele foi embora.
Um dia chovia e ele foi embora e nunca mais voltou.
Digo, foi em tempo, começou a dar muito sol.
Ele nunca mais voltou, e ficaram todos felizes. Um dia esteve nevoeiro, e o sol foi embora.


Escrito por um menino de 7 ano na atividade de Escrita Criativa nas férias escolares de verão no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Missão Cumprida

Situação:
Imagina que certo dia vinhas da escola, a caminho de casa e encontraste um envelope que estava no chão. Pegaste no envelope e dentro dele estavam: um mapa, uma carta e uma chave. Faziam parte da missão de uma aventura. Que missão era essa? Tu eras o herói responsável por resolver esta missão. O que fizeste para a resolver?

Texto:
Missão Cumprida

Numa tarde de sol, quando vinha da escola muito cansada, vi um envelope no chão. Naquele envelope a missão que estava lá escrita era procurar um gato desaparecido.
Na missão apenas havia alguns dados. Dizia que o dono do animal vivia na Rua 25 de Abril, Travanca. Esta era a única informação.
Quando acabei de ler a carta, guardei-a no bolso do meu casaco e corri até à rua indicada. No início da rua estava afixado um cartaz, num poste de electricidade, com a informação que tinha lido. Estava um senhor muito atarefado a trabalhar no campo e eu perguntei-lhe:
- Sabe qual é o número da casa em que desapareceu o gato?
- Sim, sei. É aquela casinha pequena, amarela e baixa. É o número 320.
Decidi ir àquela e toquei à campainha.
- Triiiiim!
Apareceu à porta uma senhora idosa, muito pequenina a chorar. Percebi logo que o gato que desapareceu era a sua única companhia. Eu perguntei-lhe:
- Está assim por causa do seu gato?
- Sim, sim. Porquê? Já o encontraram?
- Ainda não, mas vamos conseguir, tenho a certeza. Diga-me a cor do pêlo do gato, por favor.
- É um gato preto e branco.
- Muito obrigada senhora. Mal o encontrar eu trago-o aqui.
- Até amanhã menina! Adeus!
- Adeus. Até amanhã.
Eu já muito, muito cansada fui para casa descansar. Contei tudo à minha mãe e ela disse que tinha que descansar para conseguir trabalhar.
De manhã cedo, acordei e procurei por toda a aldeia o gatinho. Depois de algumas horas passadas, eu encontrei o animal. Ele estava assustado e eu disse-lhe:
- Não tenhas medo, não te vou fazer mal. Sei que estás perdido e vou-te levar a casa.
- Miauuuuu…
- Isso quer dizer um “obrigado”?
- Miauuuuuu…
- Já percebi, isto é um “sim”!
Peguei no gato ao colo e levei-o a casa.
A senhora estava a regar as flores e eu chamei-a para entregar-lhe o animal. Ela agradeceu-me do fundo do coração pela ajuda que lhe dei.
Depois de tudo resolvido, suspirei de alívio e fiquei feliz, porque este era o meu objectivo.

Escrito por uma menina de 10 anos na atividade de Escrita Criativa no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

domingo, 19 de junho de 2016

O Milagroso Casamento


Logo de manhã todos acordaram com o galo vistoso a cantar:

- Cocorocó!

Era assim no belo castelo de Santa Maria dos Milagres, onde iria decorrer um acontecimento muito importante: o casamento de Maria Antonieta com José Mário.

Foram convidadas muitas pessoas: o Zé da Farmácia, a Menina da Rússia, o Zeca Afonso e o Baltazar.

O Zé Padre estava atrasado e de repente apareceu o Pai Natal Barbucha com as suas renas pelo céu em grande velocidade e gritou pelo ar:

- Ho Ho Ho! Quem precisa de mim?

E os noivos respondem:

- Nós não precisamos de um Pai Natal, precisamos é de um padre!

E o Pai Natal diz muito ofendido:

- Vocês não sabem que eu sou padre nos tempos livres? Ou pensam que eu só trabalho uma semana por ano?

Finalmente começou a cerimónia. O cozinheiro lembrou-se e disse a todos:

- Vou fazer esparguete. Quando estiver pronto aviso!

Acabada a cerimónia, chegou a bailarina e disse:

- Vamos começar a festa!

O Zé da Farmácia pega na mão da Menina da Rússia e salta para a pista de dança e começa a dançar.

A bailarina faz sinal e saltam todos para a piscina. De repente, o Baltazar sente-se mal e o Manel da China pega na bóia e salta para a piscina para o salvar.

O cozinheiro grita da cozinha:

- Saiam todos da piscina em 5 minutos, pois o comer está pronto!

Começa assim o banquete e todos estão alegres. De repente, sente-se um cheiro a queimado no ar e o Zeca Afonso pergunta ao cozinheiro:

- Estás a preparar mais alguma coisa deliciosa?

E o cozinheiro responde:

- Sim, é um batido de framboesa com morango. Porquê?

- Porque está a cheirar a queimado!

O cozinheiro foi lá dentro e viu que o móvel estava a arder. Então, disseram todos muito aflitos:

- Chamem os bombeiros!

Passado nem 5 minutos chegou o bombeiro Sam. O Pai Natal disse:

- Obrigada por ter vindo salvar este belo casamento! Dstá tudo a arder, despache-se!

O bombeiro Sam foi a correr para as chamas, onde conseguiu apagar tudo.

As pessoas ficaram todas sãs e salvas e assim puderam continuar o casamento.

A noiva estava tão divertida a dançar e de repente rebentou-lhe as águas.

A enfermeira, que estava perto, foi logo a correr ter com a noiva, mas como reparou que não tinham tempo para ir para o hospital, teve que começar o trabalho de parto no quintal.

O lindo bebé nasceu saudável e todos deram-lhe o nome de Manuel Quintaleta.

Apesar de todos os desastres, o dia acabou da melhor maneira.


- Personagens e autores do texto:

Galo - Maria

Maria Antonieta – Inês

Menina da Rússia – Luana

Zeca Afonso – Joana

Baltazar – Joana

Cozinheiro – Pedro

Zé Padre – Zé

Pai Natal – Bia

Bailarina – Bia

Zé da Farmácia – Luana

Bombeiro – Pedro

Enfermeira – Sofia

Manel China – Joana

Bebé – Inês

José Mário – Inês

Atividade de Escrita de Conto e Dramatização nas férias escolares de natal 2015/16 no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Jogar matemática para estudar


Correm pelas redes sociais, onde professores de matemática se encontram, várias sugestões de sites onde é possível jogar e estudar matemática em simultâneo.

Ontem, sendo esta a última semana de aulas e quando os trabalhos de casa são poucos ou nenhuns, os alunos do 2º ciclo e do 1º ciclo do Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/) experimentaram 3 dessas sugestões deixando a sua opinião sobre cada uma delas:

- Play Kachi - aplicação apenas para dispositivos móveis; como não dá no computador não foi escolhido por ninguém porque nem todos têm dispositivos móveis sempre consigo - disponível em https://play.google.com/store/apps/details?id=com.tecfield.PlayKachi&hl=pt-PT.

- That Quiz - menu inicial demasiado complexo para alunos até ao 6º ano e não tem versão em português; talvez seja bom para idades mais avançadas - disponível em http://www.thatquiz.org/

- Hypatiamat - o preferido por todos pois tem uma apresentação muito simpática e apelativa, está em português, é intuitivo e pouco complexo, com as três possibilidades de "Quero aprender", "Quero resolver" e "Quero jogar" - disponível em http://www.hypatiamat.com/

Muitos mais há e no Espaço Crescer, durante as férias escolares deste verão, iremos explorar em diversos momentos do nosso calendário de atividades.

Bons jogos matemáticos!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Dia da criança em Lichinga


Mais um dia da criança em Portugal e lembro-me sempre dos meus alunos em Lichinga (2011), da excelente experiência que foi preparar toda a festa e do sucesso que foi o dia esperado.
Na tentativa de fazer passar os sentimentos que por lá cresceram, deixo aqui alguns excertos do livro Titia amanhã não vou vir, onde relato toda a minha experiência como professora numa escola de 1º ciclo no norte de Moçambique (pode ser adquirido enviando email para abrantes.sonia@gmail.com).

"Depois de várias horas, a escolher, cortar, colar e pintar, começamos a ver os resultados dos preparativos para o dia da criança, com a encenação das profissões, a pintura do cenário para o teatrinho "Branca de Neve e os Sete Anões", a preparação do narrador do teatrinho, e a Branca de Neve ainda sem cabeça e o coração do javali.
Para algumas pinturas utilizámos o exterior da sala. Um dos alunos não resistiu e pintou de verde uma parede azul da escola. Este comportamento menos próprio deu uma ideia que em princípio será realizada: a construção do mural do Dia da Criança. Assim, no dia 1 de Junho, logo após as apresentações teatrais e musicais, os alunos de toda a escolinha serão convidados a pintar o que quiserem, com a cor que quiserem na mesma parede onde este aluno pintou. Espero que seja aprovada a ideia, pois parece ficar excelente pela criatividade dos meninos e meninas dos 2 aos 10 anos, ou mais.

Estas actividades de expressão fazem-me pensar que um dia estes meninos e meninas não terão necessidade de expressar a sua criatividade em momentos violentos de guerra, como o aperfeiçoar da utilização da catana. Para dizer não às evoluções de certa forma não pretendidas, terão ao seu dispôr outros recursos e muita informação. Estou a ler um livro com o título "O Papalagui, discursos de tuiavii chefe de tribo de tiavéa nos mares do sul" e achei que uma parte se adequa ao que aqui se passou, em Lichinga, quando o colonialismo aqui chegou e tentou mudar mentalidades e formas de viver a vida. O livro foi escrito por um chefe de tribo sobre o seu olhar acerca dos europeus na Europa.
Reconheçamos a incontestável felicidade do Papalagui, frustremos as suas tentativas de construir, ao longo das nossas margens banhadas pelo sol, os seus baús de pedra, e de destruir a nossa alegria com pedras, gretas, sujidade, barulho, fumo e areia, como é seu desejo fazer.

Papalagui quer dizer branco, os baús de pedra são as nossas casas e prédios, as gretas são as portas que temos para entrar em todas as casas e dentro das próprias casas, a sujidade é tudo o que podemos imaginar que vamos comprar aos supermercados e afins, o barulho é especialmente dos transportes e música de rádio.
Já não são tribos, mas a herança deixada pelo colonialismo não tem os efeitos que eram pretendidos. Deixou a memória de que são vistos como povo inferior, deixou a certeza que quem é alfabetizado é superior mesmo não sabendo em quê, deixou o desejo de sair daqui para viver como os europeus dizem ser melhor, deixou a vontade ficar cá e ser exactamente como são desde os primórdios sem evolução para o que não lhes interessa. Terceiro mundo? Cada vez mais ambíguo este conceito...
"

"A preparação do Dia da Criança está decorrer sem sobressaltos, até porque os alunos deliram com qualquer promenor. Por exemplo, “Titia, o príncipe matou-se” o que servia para me avisar que o príncipe ficou sem cabeça. As profissões não estão a 100%, mas o que é perfeito? Nada. Desde que eles façam o que lhes der mais interesse e os torne mais activos e com aprendizagens significativas, por mim está bom."

"Quando começaram os preparativos para a festa de comemoração do dia da criança os alunos tiveram oportunidade de cantar e dançar várias músicas e escolher uma sequência que incluía música de entrada e uma de saída, tudo organizado pela Isaura. Fiquei contente ao aperceber-me que os alunos escolheram a dança do Mogli para a saída. E assim aconteceu no dia, orgulhosamente saíram ao som das suas vozes e com os gestos adequados. Foi surpresa para a plateia pois ninguém tinha visto esta dança. Ainda hoje ouço alunos de outras turmas a cantarolar a música."


"A festa de comemoração do dia da criança correu melhor do que eu esperava, pelo menos para a 2ª classe. As profissões foram o auge, pois os alunos falaram alto e com convicção do que queriam dizer. O teatrinho dos fantoches não correu tão bem pois os alunos baralharam um pouco os bonecos, mas o Ebraim, como narrador, leu muito bem. Tão bem que até a mãe do Ettor depois veio ter comigo para pedir esclarecimento do porquê do seu filho não saber ler como o Ebraim. Lá lhe expliquei que deve ler muito em voz alta em casa. Mas acrescentei que não se deve preocupar muito pois a maioria dos alunos está ao nível dele. Sobre as danças e músicas, foi bom mesmo sem ter os fatos do museu pois a direcção da cultura não autorizou. Mesmo assim, cantaram e dançaram sem vergonha. Posso dizer que me orgulhei deles. O Abdala e o Herson faltaram à festa, como é normal com eles, pois são alunos que fazem bem os testes e fichas, mas o sentido de assiduidade e responsabilidade não está muito presente... No final demos um saquinho a cada um com prendinhas. O Nilson delirou com o carrinho pequeno de plástico amarelo que lhe calhou. Fartou-se de gabar o carrinho que a Tia Marta lhe deu, muito embora ele saiba que foi o projecto e não eu pessoalmente.

Bom Dia da Criança!