terça-feira, 24 de abril de 2012

Como agradar gregos e troianos?

Hoje deparei-me com várias situações com que me deparo diariamente nas aulas, tal como todas as pessoas que trabalham com pessoas, penso eu...
Mas como tinha decidido que hoje não me iria irritar ou melindrar por maus comportamentos, a minha disponibilidade mental estava diferente, o que permitiu ver com outros olhos situações que acontecem todos os dias.
Em vez de levar para a negativa, comecei a questionar como é possível agradar a todos os alunos.
Alguns, nesta altura, diriam "Agradar alunos? Eles têm que saber comportar-se e fazer o que o professor diz!"
Isso é fácil pensar e dizer, mas quando queremos meninos e meninas dinâmicos e com iniciativa, não podemos ao mesmo tempo tê-los quietinhos e caladinhos, sem dar a sua opinião...
Cheguei à sala e ainda do lado de fora um aluno olhou para mim e exclamou "Pensei que iamos ter música!", ficando muito triste. Os outros refilaram com ele, pois este já devia saber o horário e que agora era mesmo o inglês, dizendo isto todos contentes.
Aproveitei e questionei que disciplinas gostavam mais, havendo até muitos que afirmavam gostar de inglês, mas o tal aluno continuava a dizer que preferia música. Questionei porquê, pensando que seria porque ele gosta realmente de música, tocar instrumentos e cantar.
Afinal não...
O que eles afirmam gostar muito é das atividades que realizam nas aulas de música, mais especificamente, o jogo das cadeiras (com palmas), o jogo do enforcado, e outros jogos de entretenimento que se adequam a qualquer tema.
Mas entretanto, há uns meses atrás, uma aluna queixou-se porque nas aulas de inglês não aprendia inglês porque faziamos muitos jogos.
Foi nessa altura que reduzi os jogos, dando mais atenção ao vocabulário para que eles ficassem com a sensação que realmente estavam a aprender inglês.
Ora, em que pé ficamos?
Continuo com as aulas onde eles se apercebem que aprendem inglês, o que dá mais trabalho não desejado para alguns alunos, ou volto às aulas mais lúdicas onde passavamos mais tempo a jogar, fazendo atividades onde eles não se apercebem que aprendem inglês, mesmo aprendendo?
Se fosse no meu curso para professora, os meus professores viriam cheios de teoria que o que devemos fazer é um misto de atividades, variar, encontrar o equilibrio e afins. Com o qual eu concordo!
Acontece que estamos no mês de Abril, quase, quase em Maio, o que quer dizer que as aulas acabam daqui a um mês e meio. Só agora é que este problema se levanta e até ao final do ano letivo faltam apenas 12 aulas, aproximadamente.
A questão continua: como agradar a gregos e a troianos?
Há fórmula resolvente para isto? Se há, ainda não a encontrei...

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