terça-feira, 16 de outubro de 2012

Contar um conto


Parece fácil? Mas são anos e anos de experiência, exercício, imaginação e dádiva que nos levam ao destino que se torna caminho permanente.
Deverá levar mais alguns ingredientes mas esses eu ainda não aprendi... Afinal, o que é um Artenauta senão um indivíduo que busca sempre continuar à procura de aprender e fazer aprender?
Sábado passado, dia 13, tive a minha primeira Hora do Conto intergeracional, dinamizada por mim (ou pelo menos tentei) com um conto também escrito por mim, no Espaço Crescer, em Arada (Ovar).
A experiência foi boa e, em alguns momentos, até agradável.
Foi boa porque é mais uma experiência para me tornar aquilo que pretendo ser (entre outras coisas), pois cometi muitos erros, os quais foram de imediato falados com o público.
Foi até agradável pois, apesar da falta de dinâmica que deixei criar, as caras das pessoas que me ouviam eram de interesse, batendo palmas do final. Só não sei se foi por gostarem mesmo da história e da forma como foi contada, ou por educação e simpatia...
Eu gostei de me preparar para o grande dia em que apresentei o conto que escrevi com todo o meu ser. Adorei contá-lo e também vi que gostaram de ouvir, mas faltou algo...
Idealizei um cenário onde podessemos circular por ele conforme a fase do conto, com os personagens que iam surgindo. Idealizei envolver o público, dando a oportunidade de uma participação ativa não só pela fala mas também pelo movimento das personagens.
Sabem o que aprendi? Que quis muito para uma primeira vez...
Podia ter lido o conto como o Professor Amilcar Matins lê neste vídeo, pois fui analisar a "biblia" dos contos na noite anterior.
Podia ter feito o cenário estático para ajudar pois o livro não tem ilustrações, apenas o desenho da personagem principal.
Podia... ter feito tantas coisas mais simples, mas não... Quis fazer algo de muito especial por ser a primeira vez e por ser um conto tão especial com o primeiro público que por isso era tão especial também.
O que faltou? Calma e pouca ansiedade, música de fundo, disposição do público e do cenário no espaço de forma correta.
O que não faltou? Público diversificado envolvido no conto.
Pelo menos gostaram do espaço pois aí permaneceram mesmo depois do conto acabar.
E como se acaba um conto? Deu-me a ideia de que deixei a história por terminar de uma forma mais... mais com ar de final...
Para a próxima será melhor!
Bons contos!!

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