sábado, 30 de março de 2013
Anjo de Lichinga
Já aqui falei neste blogue, do Anjo de Lichinga, a Irmã Ferreira.
Infelizmente, perdemos uma grande mulher, pessoa e Irmã, que toda a sua vida se dedicou aos outros, única e exclusivamente.
Espero que a obra continue, o Cantinho da Solidariedade e Escolinha Luís Gonzaga, pois em muito ajudou e ajuda a população de Lichinga, aquele cantinho do norte de Moçambique.
Aos que ficam com a missão de continuar os feitos da Irmã Ferreira, dou toda a minha força e apoio, compreendendo que será difícil pois a força deste ser humano superou tudo e todos nos projetos em que acreditava. Esperemos que várias mãos voluntárias se juntem a esta causa.
Vamos também acreditar que lá do céu, a estrelinha iluminará o caminho do projeto para a continuação do sucesso sustentável.
Podemos saber mais sobre a Irmã Ferreira:
- no site do Cantinho da Solideriedade, http://www.cantinhodasolidariedade.com/noticias/faleceuairmaferreira
- na página do facebook, http://www.facebook.com/pages/Cantinho-da-Solidariedade/131165720254640
Bons sonhos, Irmã Ferreira! Assante e estamos juntos!
sexta-feira, 8 de março de 2013
Titia nos escuteiros
Já passou algum tempo, mas hoje, por algum motivo especial que nem eu sei, lembrei-me de partilhar mais uma apresentação do livro "Titia amanhã não vou vir", desta vez na ceia de Natal do Agrupamento de Escuteiros N.º 313 de Cortegaça, ao qual pertenço.
Já foi em dezembro, mas aqui fica a lembrança do cenário ideal para mim como autora:
Boas caminhadas!
Já foi em dezembro, mas aqui fica a lembrança do cenário ideal para mim como autora:
Porquê cenário ideal?
Porque tem como base a tenda, a flor de lis e todos os valores que aos símbolos estão implícitos.
Sobre a tenda, em particular, reflete o que o livro também pretende transmitir: o desprendimento de bens materiais, não ter uma morada certa, valorizar mais o que sentimos e o que somos com e para os outros e não tanto aquilo que temos e que transparecemos ser.
Sobre a flor de lis, poderia aqui fazer uma larga explicação sobre cada parte que a constitui, mas este artigo tem apenas como objetivo partilhar a grande alegria de apresentar o livro neste ambiente familiar, onde só está quem realmente quer estar.
Aproveito também para agradecer à Pioneira que escolheu a minha obra para apresentar num trabalho de Língua Portuguesa na escola. É o feedback mais encorajador que poderia ter :).
Sobre a tenda, aproveito ainda para partilhar uma música que muitos conhecem e que penso ser pertinente para esta época em que muita gente pondera emigrar por não se sentir bem no nosso país.
"Mochila às costas, com o pão e a palavras...", sendo que aqui a palavra podemos interpretar como aquilo em que acreditamos, as nossas prioridades e valores.
Boas caminhadas!
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segunda-feira, 4 de março de 2013
Números à solta
Aqui fica a ideia de mais uma atividade de "Brincar com a matemática", realizada durante as férias de Carnaval no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer em Arada, Ovar.
Desta vez utilizámos o jogo "Números à solta", cuja imagem da caixa se encontra em baixo.
Desta vez utilizámos o jogo "Números à solta", cuja imagem da caixa se encontra em baixo.
O jogo foi testado com crianças dos 7 aos 10 anos e funcionou, pois todos ficaram envolvidos e acharam desafiante, cada um ao seu nível e tendo sempre consciência do nível dos seus colegas de jogo.
Neste jogo o objetivo é fazer sequências de números com o mínimo de 3 números cada uma, tendo em conta os pontos de cada cartão de jogo.
Nesta fase apenas nos debruçámos sobre as sequências e não sobre os pontos, pois a tarefa estava a tornar-se difícil para uma primeira vez.
As instruções estão na imagem acima, mas se pretender, contacte-me, pois terei todo o gosto em disponibilizá-las para que cada um faça o seu jogo, já que o material de jogo são apenas 100 fichas (cartões de números e jokers) numeradas de 1 a 12 e com 4 cores diferentes.
Mais um recurso simples, ao alcance de qualquer um, rico em conteúdos e raciocínios matemáticos com o nível de complexidade adaptável a qualquer idade.
Bons jogos!
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sábado, 2 de março de 2013
O poder da comunicação e troca de informação
O Banco de Manuais Escolares que pode ficar a conhecer em http://www.facebook.com/Movimentopelareutilizacaodoslivrosescolares ou http://reutilizar.org/, uma rede que nasceu de uma
necessidade e que se confirma como útil e com grande alcance e pertinência,
está agora em vários pontos do país e o Centro Educativo e de Formação Espaço
Crescer em Arada, Ovar, tem o privilégio de pertencer a esta organização sem
fins lucrativos.
Muitos são os contactos que temos recebido no sentido de
obter manuais em vigor para tornar menos penosa a conta no início do ano letivo
e até durante o mesmo. Infelizmente as doações não são tantas como a procura.
Mas há poucas semanas recebemos um pedido diferente.
Tratava-se de um professor de Língua Portuguesa que desejava encontrar o manual
do 2º ano do preparatório de 1984, “Palavras Vivas”. Por acaso, aquele nome não
me era estranho, pois ao abrir o Espaço Crescer catalogámos todos o livros que
iriam pertencer à nossa biblioteca e lembrava-me de ver esse nome.
Contatei o interessado mal confirmei que tinha o manual que
pretendia. Pertencera à minha irmã há alguns anos, quando ela andou no atual 7º
ano de escolaridade.
Este interesse, só manifestado graças à grande troca de
informação que temos tido com a Internet e pelo poder de comunicação das várias
ferramentas disponíveis a qualquer um totalmente grátis, fez com que um livro que iria para o
papelão se não fosse para uma biblioteca, fosse entregue a alguém que realmente
o queria e que em troca deu uma caixa cheia de manuais mais atuais que agora
estão disponíveis no banco de manuais para quem precisar.
Aqui fica a lista atualizada dos manuais que temos para quem estiver interessado em ficar com eles a custo 0€: http://espacocrescer2012.files.wordpress.com/2012/06/banco_manuais_escolares1.pdf
Boas trocas!
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Construção de máscaras
Nas férias de Carnaval no Centro Educativo e de Formação
Espaço Crescer em Arada, tivemos a oportunidade de criar as nossas próprias
máscaras reutilizando materiais.
O primeiro passo foi uma pequena pesquisa na Internet para
escolher o modelo que gostaríamos de seguir ou simplesmente tirar ideias que adaptaríamos às nossas próprias escolhas.
A atividade, apesar de ter sido pensada para qualquer idade, teve a apenas a participação de crianças dos 6 aos 11
anos, sendo as dificuldades de corte de materiais mais difíceis de manusear
ultrapassada num espírito de entre-ajuda.
Podem ficar a conhecer mais
fotografias em http://espacocrescer2012.wordpress.com/instalacoes/.
Depois da escolha, cada um desenhou e pintou o que viria a
ser a sua máscara numa folha branca que serviu de
projeto para o próprio design e jogo de cores.
Feito o projeto, cada um escolheu os materiais a utilizar e
começou o trabalho para a construção da máscara.
Aqui ficam alguns dos resultados, ainda a secar nesta altura.
Depois de terminadas as máscaras, talvez por não as quererem
estragar, todos demonstraram a vontade de a utilizar como decoração no seu
quarto e não como máscara.
Boas criações!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Teatro de fantoches
Para a próxima será melhor e é já nas férias da Páscoa, com outra história!
Boas visualizações!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Tangram
As férias de Carnaval 2013 no Centro Educativo e de Formação
Espaço Crescer em Arada, concelho de Ovar, foram passadas novamente com um
horário rico em atividades de aprendizagem e brincadeira em simultâneo, mesmo
sendo apenas por três dias.
Desta vez, na atividade com o nome “Brincar com a
matemática”, recorremos ao Tangram para jogar com as imagens geométricas e ao
mesmo tempo desenvolver o raciocínio lógico e o método de tentativa-erro.
Utilizamos duas versões, ambas conseguidas de forma fácil, ao
alcance de qualquer pessoa para ter em casa, como mostram as imagens seguintes.
Inicialmente houve um pouco de receio de uma das meninas de 9
anos pois, tal como ela disse, “Eu não sei... Nunca... Nunca brinquei com a
matemática!”.
Um dos fatores que enriquece estas atividades durante as
férias é a informalidade das mesmas.
O receio desta menina esvaneceu-se quando outra, um ano mais
velha, lhe explicou como fazer, experimentando várias maneiras de colocar as
peças até conseguir a imagem pretendida, sem medo de colocá-las no local
errado.
O que ambas não sabiam é que a imagem mostrada era a solução
do Tangram, como a imagem em baixo, e não a imagem que deveria ser mostrada.
Decidi mostrar primeiro a parte fácil para perceber em que níveis
estavam. Ao aperceber-me de que já conseguiam fazer mais do que duas figuras
com as soluções, expliquei-lhes que há um nível mais difícil, onde as figuras
geométricas não estão identificadas, como na imagem seguinte.
Aí sim, a dificuldade aumentou e rapidamente perceberam que
teriam que esforçar mais o seu raciocínio porque o desafio era muito maior.
Apesar deste esforço adicional, depois de terem conseguido as
imagens anteriores no nível mais fácil, o seu interesse e motivação aumento um
pouco.
Esta motivação não foi suficiente para que conseguissem mais
do que uma imagem, acabando a mais experiente por referir que não tem o jogo em
casa para poder praticar e assim conseguir fazer mais figuras.
A conclusão é simples, mas deixa muito a pensar sobre as
práticas letivas e a educação nos vários contextos: todos gostamos de bons
desafios, quaisquer que sejam, e gostaríamos de disponibilizar mais tempo e
“cabeça” para eles, mas o corre-corre dos programas escolares e da vida em
geral impede-nos de ser melhores em algo, mesmo que seja em detrimento de
outras coisas.
Sabemos distinguir o essencial do acessório?
Bons raciocínios matemáticos!
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